<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237</id><updated>2012-02-11T18:23:11.663-03:00</updated><title type='text'>"Todo coração é uma célula revolucionária"</title><subtitle type='html'>"Avessando a ordem das coisas e o quieto comum do viver"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-7759085416668688901</id><published>2008-04-13T19:54:00.010-03:00</published><updated>2008-04-18T17:16:26.303-03:00</updated><title type='text'>Por que os outonos não nascem neste abril?</title><content type='html'>Hoje só choveu, mas devem ter mandando para aqui a chuva errada. Ela trouxe consigo uns trovões como só os que anunciam, entre agosto e setembro, os outonos que surpreendentemente brotam na parte de cima do mundo, diletos filhos de outubro, atores de uma estação que, ao menos por aqui, não nasce em tempo algum, nem ao menos em abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos outonos do mundo, só um foi meu, e fortemente anunciado, como só depois compreenderia tal razão, por violentas trovoadas, que me enchiam de pavor e banhavam a noite com os mais inimagináveis matizes cor de prata. A cada tormenta, os raios riscavam a casca grossa do céu de maneira tão abrupta que mais pareciam predestinados a rachá-lo de um canto a outro, a fim de que contemplássemos, através de uma enorme fenda, o lugar além da escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de dois meses de susto e contemplação, os trovões cessaram. Saio de casa pelo inevitável bosque de sempre e, aos meus pés, ao som de uma orquestra de folhas em estalido, prenunciada pelos ruidosos trompetes que me tiraram o sono nas noites de agosto e setembro, vejo surgir o meu primeiro outono. Como se em resposta a uma mesma ordem suma e súbita, observo as árvores imensas, e outrora frondosas, completamente nuas; suas folhas, cada uma delas, todas deitadas no chão, descortinando, com sua ausência, a presença da outra face do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele imenso tapete vermelho, que suspendia a todos nós a dois palmos acima da terra, era capaz de amainar a nossa presença miúda, ao devolver-nos nossas sombras, sempre aparadas, durante aquele trajeto, pelas copas das árvores, ao longo de três estações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas volto à minha realidade: um abril cravado quase no meio do mundo... Às vezes me pego a pensar como seria ver o outono do alto da minha varanda. Do meu segundo andar, ando cercada de verde. Para onde eu olhe, vejo um pedaço de árvore atravessando as esferas de vidro. E quando começa a parede, não é o cimento que vejo, e sim o contínuo das árvores desenhadas no meu pensamento. Mas avanço a cabeça pela varanda e, sim, elas estão ali, tais quais as vislumbro na minha imaginação. Só não sei o que há por trás delas, que contornos surgiriam sob a presença descortinante de um outono. Imagino o gato sobre o telhado, os musgos nas paredes do sobrado do outro lado do quarteirão... que sei eu?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No abril daqui, resta-me apenas um mundo velado (que invento ao meu modo em domingos solitários como este), sem a presença de um outono que o descortine e me revele, com tapete vermelho e som de orquestra, as formas sinuosas de uma outra possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trompetes continuam ruidosos. Anunciam algo vindouro ou apenas se equivocaram de estação?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-7759085416668688901?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/7759085416668688901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=7759085416668688901' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/7759085416668688901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/7759085416668688901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2008/04/por-que-os-outonos-no-nascem-neste.html' title='Por que os outonos não nascem neste abril?'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-5258058292816752545</id><published>2008-02-20T14:04:00.008-03:00</published><updated>2008-02-21T20:10:47.055-03:00</updated><title type='text'>Made in China (ou Ruídos espantosos de uma comunicação perfeita)</title><content type='html'>De gafes na internet, eu tenho um histórico condenável (a penúltima, por exemplo, foi mandar o link desse blog de amenidades e inutilezas anexado a um email formal, por esquecer de desativar a função assinatura do meu email, que eu ativara naquele dia apenas por teste, mas que já tratei de deletar defenitivamente...) e o msn foi o pivô de muitas delas. Mas, afinal, quem nunca, no meio do atabalhoamento das milhares de luzes laranjas a piscar em uníssono nas horas de pico, não meteu a conversa para um amigo na janela do outro e coisa e tal? Normal, né? O espantoso é quando as pessoas perfeitamente se entendem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha falta de destreza com essa ferramenta começou há muitos anos, e desde a mais básica das etapas: a inclusão de novos contatos. Logo que comecei a usar o msn, aprendi na prática que basta uma letrinha errada e pimba!, o convite não contrariará as leis da física; ele jamais se desintegrará no espaço; ele entrará com tudo pela janela de alguém que nunca vimos e de cuja existência jamais tomaríamos ciência senão por esta forma... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, tenho um amigo internauta cuja cara ao vivo eu nunca vi e cujo processo de admissão no msn se deu mais ou menos assim. Ao adicionar uma pessoa no msn, apenas troquei o yahoo.mx pelo hotmail.com do email através do qual nos comunicávamos e, instantes depois, devidamente aceita, descobri que o meu amigo mexicano estudante de engenharia eletrônica transmutara-se na figura de um jazzista finlandês residente nos Estados Unidos e cuja carreira já havia sido agraciada com um Grammy... No intuito de manter contanto com o meu amigo, acabei fazendo uma nova amizade, meio atribulada pelo meu inglês tosco e pelo espanhol sofrível dele, fruto unicamente daqueles livros de frases feitas que nos legaram pérolas da incomunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por questões de fuso (o meu amigo mexicano mudou-se para a China) e de tempo, o contato com essas duas criaturas foi se tornando cada dia mais escasso, de modo que chegamos a passar meses sem trocarmos uma palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, entrei no msn e, para a minha surpresa, o meu amigo mexicano estava lá. Comecei a conversar com ele em espanhol, obviamente. Perguntei como andava a vida na China, ao que ele respondeu que já não estava na China, e sim em Valencia, mas morando em Barcelona, mas que a China era bem melhor e coisa e tal. Ostentava no linguajar um trejeito bem distinto, já contaminado pelo espanhol peninsular (Venga! Vale! E por aí adiante...). Eu dizendo que tinha muita vontade de voltar ao México, e ele replicando “qué maravilla!”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa foi curtíssima, porque ele estava atrasado para um compromisso. Nos despedimos sob a promessa de que logo nos escreveríamos para contar as novidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de desligar o pc, fui fechar as janelas abertas do msn uma a uma e, puts, me dei conta de que eu não falava com o meu amigo mexicano, e sim com o jazzista finlandês. Que confusão! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei inicialmente em passar um email desculpando-me pelo mal-entendido, afinal, ele poderia pensar que eu estava tirando onda com a cara dele. Imagina, chegar para alguém com quem não se fala há muito tempo e perguntar de cara como vai a vida na China, como se a China fosse ali em Caruaru... Depois, fiquei arretada! Pensei que era ele quem estava tirando onda com a minha cara; ora, a gente só se falava em inglês e, se agora eu dizia coisas sem pé nem cabeça ainda mais em espanhol era porque aquela mensagem não era para ele, e ainda assim ele tratou de dar continuidade àquela conversa descabida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de desligar o pc, resolvi entrar na página dele na internet, que há muito eu não visitava, para ver o paradeiro daquela criatura no meio da Espanha, com o espanhol já à altura para tirar onda com a minha cara, dizendo coisas como "Espanha que nada! Na China é que é bom!" Eu agüento? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o meu espanto, assim que a página se abre, dou de cara com dezenas de fotos dele em turnê adivinha onde? Onde? Onde? Isso! Bingo! Na China! Na Chi-na! Na Chiiina! Na China, como se a China fosse ali em Caruaru. Ele prontamente engalanado, entre auditórios lotados, autoridades e shows beneficentes e eu aqui, boquiaberta, pas-sa-da... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em escrever para ele contando essa história, mas fiquei com receio de que ele achasse veementemente que eu estava tirando onda com a cara dele; porque, enfim, se me contassem, eu não acreditaria... Resignei-me, então, a escrever-lhe um email contando as novidades, sem mais delongas ou explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, depois dessa, não tenho dúvidas, os chineses fazem de tudo. Fabricam até coincidências que só Borges explica (e em que ninguém acredita!), e com uma perfeição de dar inveja aos eletroeletrônicos, que logo se estropiam. Através de ruídos espantosos, ontem nos proporcionaram uma comunicação perfeita. Acredite se quiser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-5258058292816752545?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/5258058292816752545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=5258058292816752545' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/5258058292816752545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/5258058292816752545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2008/02/made-in-china-ou-rudos-espantosos-de.html' title='Made in China (ou Ruídos espantosos de uma comunicação perfeita)'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-545676466719194586</id><published>2008-02-15T22:39:00.010-03:00</published><updated>2008-02-16T23:23:31.577-03:00</updated><title type='text'>Pastel Clarice... hummm!</title><content type='html'>Sonhar é simples, lembrar-se do sonho (para muita gente, não para mim) é uma tarefa delicada, compreendê-los, diria, é um processo criptográfico, mas nada que uma boa metáfora não venha dar uma mãozinha... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que todo mundo sonha pra caramba, ainda que existam aqueles que encham a boca pra dizer “não sonho nada!”. Bom, eu abro a boca pra dizer que sonho pra caramba, porque toda santa manhã me acordo com ao menos uma história no regaço do pijama, louca pra achar alguém a quem contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, por exemplo, depois de decidir aprender de fato a cozinhar, sonhei com uma pérola da culinária, já vivenciada por alguns amigos na realidade (né, Kiu?!), a que chamei carinhosamente de Pastel Clarice. Mas não fui eu quem cozinhou desta vez; apenas batizei a receita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era noite. Estávamos Conrado, eu e outros amigos (acordei sem saber direito quem, mas, possivelmente, eram Artur, Carol e Brenda, porque o clima do ambiente é o que existe quando coexistimos) num lugar agradável, meio cingido de preto, com detalhes vermelhos e uma luz dourada que iluminava o ambiente na medida exata. Havia muita gente no local, mas era possível conversar sem precisar subir a voz, e a conversa entre nós rolava solta. Ocupamos uma mesa redonda no canto de uma das paredes, que ostentavam pequenos quadros com molduras escuras e foscas, mesmo tom de todos os móveis da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupávamos aquele espaço já há um bom tempo, quando fizemos outro de nossos pedidos, uma rodada de pastel. O garçom, como de costume nos bares daqui, serviu um a um na medida em que o pedido ficou pronto, e não a todos nós de uma mesma vez. O primeiro pedido a chegar foi justamente o de Conrado, que despertou água na boca do grupo e o desejo ardente de que nos servissem logo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De olho no pastel de Conrado, notei que do retângulo da massa dourada sobravam dois finos fios de ébano. O meu impulso foi o de quem dá uma beliscadinha: puxar aquela sobra torradinha e levar à boca para amainar o desejo de comer enquanto o meu prato não chegava. No trajeto do prato à boca, Con partiu o pastel com os talheres e, contrastando com o dourado da casca e com o acolchoado do queijo derretido, supostamente o seu único recheio, repousava em sonhos ardentes uma negra e rechonchuda barata, com antenas grandes como as de uma lagosta, e sem duas das pernas, absortas entre as pontas dos meus dedos e viajando em alta velocidade em direção à minha boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão da barata me trouxe à tona. Acordei de supetão, pela força do asco, e fui direto para o banheiro lavar as mãos, aliviada por não ter comido as pernas da barata... Obviamente, voltei para o quarto no meio do caminho. Ora, lavar as mãos por conta de um sonho! Alô, realidade! O sonho já acabou! Mas a vontade era de voltar a dormir para saber o final da história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da impossibilidade, e conhecendo a gente como nos conheço, comecei a visualizar o final. Eu, engulhando, iria para o banheiro morrendo de rir, esticando a mão direita o mais longe de mim; Conrado deitaria delicadamente os talheres sobre o prato, faria cara de asco e giraria a cabeça de um lado pra o outro, semicerrando os olhos; Carol torceria o nariz e emitiria o clássico som do "argh!"; Artur me acompanharia no riso, aliviado por não ter testado a textura da bichana, poria a mão direita na  boca, apontaria para mim com o indicador da outra mão e aboticaria ainda mais os olhos, já naturalmente aboticados; Brenda, por sua vez, deitaria furiosamente as duas mãos sobre a mesa, giraria o dedo indicador da mão direita no ar, em espiral, num leve piti, deixando todos os outros clientes cientes da inóspita criatura e no direito de receberem de volta suas rodadas de pastéis (afinal, "barata só anda em bando, meu bem!", frase que diria ao gerente e com a qual ganharia a causa coletiva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de voltar a dormir de novo, desta vez para sonhar com tartarugas marinhas imensas vistas da varanda de minha casa (detalhe indispensável: moro num segundo andar a pelo menos 3 quilômetros do mar), fiquei pensando a respeito do porquê desse sonho. Não me veio à mente outra resposta: adoro pastel, adoro Clarice e só desejo o melhor para Conrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metáforas são metáforas... &lt;br /&gt;O que vale é a intenção, e a minha, juro, foi das melhores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-545676466719194586?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/545676466719194586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=545676466719194586' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/545676466719194586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/545676466719194586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2008/02/pastel-clarice-hummm.html' title='Pastel Clarice... hummm!'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-2402619895074356403</id><published>2008-02-08T01:51:00.002-03:00</published><updated>2008-02-16T00:28:37.905-03:00</updated><title type='text'>Do açúcar para o sal - proposta para uma mudança</title><content type='html'>Querida Ina,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava pensando na vida. Deitei a cabeça no travesseiro, sem o propósito de dormir, e parei pra pensar. Às vezes os dias passam tão danados que a gente deixa a vida de lado e pensa em um bando de coisas, menos nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei pra pensar na vida por causa de uma coisa que fiz anteontem. Quem me conhece sabe de longe que cozinhar nunca foi o meu forte, apesar de morar há tanto tempo sozinha e ter que cozinhar de vez em quando sempre. Anteontem o meu macarrão estava estupidamente ruim, muito pior do que o convencional, e só entendi o porquê disso um dia depois. Ontem, quando fui guardar o continente do condimento, descobri que o conteúdo era açúcar e não sal... mais um pequeno desleixo da minha parte em meio a uma maré cotidiana repleta de pequenos deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois hoje o meu desleixo doeu na alma. Acho que sou desleixada assim pra um monte de coisa - com os amigos amados e com outras criaturas -, mas ninguém morre por trocar sal por açúcar e a vida vai seguindo o curso, embora desordenada, tosca, mal-enquadrada, como fazem aquelas crianças em fase de aprendizado ao encaixar a toda força o triângulo dentro do quadrado. A diferença é que elas logo aprendem... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que troquei o sal pelo açúcar em muita coisa na minha vida. Centenas de mancadas tão bobas mas que, negligenciadas, com o passar do tempo viram males sem remédio. Não é de outra forma que nascem os desafetos e até os inimigos, acredite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, há muitos anos, bem uns dez, um professor meu me disse para que eu me desse 100% em tudo o que eu fizesse, em cada ação praticada, por mais boba ou corriqueira que ela fosse. “Quando estiver lavando pratos, Theresa, esqueça o mundo, e se concentre nos pratos”. Mas acho que só me concentro 100% justamente lavando os pratos. Adoro lavar pratos, não sei se influenciada por essa observação dele ou porque gosto mesmo, ou pelas duas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante esses minutos de pensar na vida, comecei a confabular a respeito de meios de trazer essa reflexão pra o meu cotidiano. Decidi voltar pro yoga, assim eu teria duas horas semanais inteirinhas pra me concentrar no ato de concentrar-se. Acho que buscar a concentração absoluta me ajudará a me concentrar nas outras coisas. E me concentrando mais nas coisas que eu faça certamente farei coisas menos toscas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi também comprar um livro de receitas e aprender de fato a cozinhar. Acho que já é hora. Tem gente que tem talento nato; pra maioria, é esforço, como tudo nessa vida. Esse negócio de que falta mão é desculpa de preguiçoso. Não caio mais na minha... Já até pesquisei uns títulos aqui. Vou começar pela culinária vegetariana. Amanhã passo na livraria e sigo direto pro supermercado. Ah, se eu aprendo... Em vez de um peso das costas, tiro logo dois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, querida Ina, nem todo açúcar alcança o doce, mas com o amargo também se aprende. Espero dessa vez ter aprendido a lição. O tempo dirá e os que cheguem para o almoço prontamente saberão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Açúcar ao que é de açúcar. Sal ao que é de sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço enorme, mas não maior que a saudade,&lt;br /&gt;T.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-2402619895074356403?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/2402619895074356403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=2402619895074356403' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/2402619895074356403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/2402619895074356403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2008/02/mudando-do-acar-para-o-sal.html' title='Do açúcar para o sal - proposta para uma mudança'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-4381293128037067983</id><published>2007-12-14T18:44:00.000-03:00</published><updated>2007-12-14T22:01:11.619-03:00</updated><title type='text'>O sismógrafo disfarçado</title><content type='html'>Nervosismo é uma cousa. Deve ter existido desde que o sentido do “argüir” surgiu no universo da cultura, quando a palavra “argüir” rompeu o som do silêncio e revelou algo a mais no mundo dos referentes, que, por sua vez, precisam mesmo ser nominados; afinal, só com nomes para que compartilhemos os grandes micos, essa espécie de conhecimento que atrai multidões e que se difunde de forma invejável... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não conserva na memória uma pérola do ridículo fruto de uma argüição?  Quem não embolou a voz, tropicou nos “esses” e buscou os buracos na parede fingindo tratar-se de olhos, com medo de encarar a expressão facial do argüidor? Quem não?! Quem disser que não, das duas, uma: ou orgulhoso, ou filho do patrão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, o nervosismo deve ter nascido mesmo com o verbo argüir... Tenho quase certeza disso... mas essa sensação bem que poderia ficar só na cabeça da gente. Mas não. Criatura malina, desce pra o corpo todo. Faz de um simples papel ofício um leque em pleno movimento. Embola a voz das criaturas que não tiveram nem a quase inescapável gagueira infantil. Caleidoscópio que deforma a gente... ou, pensando bem, será que somos assim? Será que “somos” verdadeiramente quando confrontados, quando submetidos ao limite, quando libertos da anestesia (da anti-aisthèsis...), quando acuados?... Será? Será que a nossa essência é o adrenalínico-tremulante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, se ser ou não ser, esta não é a questão. A questão é o verbo argüir na passiva... Nessas horas, nunca aceite a água oferecida pela alma caridosa que lhe note o desespero. Fatalmente, esse líquido precioso, que nestas horas abandona o dom de acalmar, deixará um rastro ao longo de toda trajetória antes de chegar à sua boca. Pois é, verdadeiramente não existem verdades categóricas. A água pode levar alguém às vias do desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me saí? Bom, não encarei os buracos da parede, porque a minha miopia os apaga antes de que eu os visualize. Acho que também não tropiquei nos “esses”. Só embolei a voz e fiz do papel um leque poderoso, que tratei logo de largar sobre a mesa antes que ele abandonasse a forma de leque e saltasse das minhas mãos sob forma de aviãozinho de celulose (quero nem imaginar quem receberia este ingrato presente...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que não existia um sismógrafo embaixo da cadeira... ele correria o risco de não estar vivo para a próxima seleção. Mas desconfio de que o copo de água faça as vezes de. E o faz com a eficácia das grandes tecnologias, expondo o resultado a todos em tempo real. Ainda por cima, é ecologicamente correto. Uaaau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o copo d´água... ainda bem que não o aceitei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-4381293128037067983?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/4381293128037067983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=4381293128037067983' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/4381293128037067983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/4381293128037067983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2007/12/o-sismgrafo-disfarado.html' title='O sismógrafo disfarçado'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-3041040548921421278</id><published>2007-10-12T23:54:00.000-03:00</published><updated>2007-10-13T02:48:01.548-03:00</updated><title type='text'>Perguntas sem resposta.</title><content type='html'>Em tempos de bienal, me veio a lembrança da FIL e de um hábito que não sei por que cargas d´água virou símbolo de cool lá em Guadalajara. Dias antes do início da feira, minha professora Alicia me disse que surrupiar um livro da FIL era um marca de status e que todo mundo, se não tentava, ao menos imaginava consigo uma alternativa para obter tamanho logro. Meus companheiros de sala, de fato, bolavam dezenas de estratégias de como fazer para ter na estante um livro surrupiado da FIL (eu pensava comigo, como se guardasse o mais valioso segredo, que a estratégia mais fácil seria inventar uma bela história, comprar um livro, rasgar a nota, e ostentar para todos o objeto no dia seguinte; afinal, o selo de procedência é a mera palavra do meliante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei várias horas no espaço da FIL e, logo de chegada, me deparei com um stand que destoava dos demais pelos títulos que trazia. Fiquei uma boa meia hora conferindo o nome dos livros e muitos deles se repetiam, mudando apenas a referência do autor. Agarrei um deles e, por um instante, gostaria de que ele fosse o meu objeto de desejo; afinal, ele resumia o conteúdo de todo o stand e era mais barato e portátil do que a almejada estante de hispanoamericana que eu gostaria de ter levado para casa (saí da FIL apenas com dois livros promocionais com histórias de animais marinhos exóticos, dezenas de folhetos e um bibelô que até hoje não sei em que estante acomodar)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicologia del cambio – Poderosas lecciones espirituales para la transformación personal. “woow!”, pensei! O baú das respostas! Folhei o livro, repleto de perguntas das mais absurdas que, à falta de respostas, apenas davam aos desesperados leitores variadas idéias para o incremento de suas crises pessoais. Recorrentemente, falava a respeito de um yo personal cuja sintonia era a chave de tudo, mas não revelava, contudo, o segredo. Folheei outros exemplares à cata da resposta (afinal, toda saga traz ao final o seu desfecho) em vão; deixei o espaço chateada por ter perdido o meu tempo, e aliviada por não ter despendido um mísero peso sequer com nenhum daqueles títulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodopiei por outros stands da FIL por mais um par de horas, lanchei, conversei amenidades sentada nos degraus alcatifados cingidos de azul... Chegado o tempo de ir embora, sento no banco do carona e, ao puxar o cinto, sinto a minha mão ocupada com a presença de um objeto de que até então não me dera a mais mínima conta e que, logo, todos passariam a venerar como se fora um valioso troféu (confesso: até hoje, os meus olhos só enxergam nele um bando de folhas ordinárias...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, o livro das perguntas sem resposta driblara la policía reforçada e alerta para encarar gestos como esse com um rigor bem-humorado ao longo das semanas da feira literária. Dizem que dezenas de pessoas são, digamos, alertadas diariamente pela segurança (oye, amigo, creo que se te ha olvidado pagar!) e poucos, de fato, saem incólumes e com o objeto do desejo gratuito nos “braços”. Eu fiquei enraivecida comigo mesma por não ter realizado este gesto impensado com um livro que ao menos merecesse o transtorno de um inquérito (acredito que até as atitudes inconscientes exigem um mínimo de bom senso). Ah, um dos tomos da obra completa de Borges, que faziam da estante de hispanoamericana para mim uma quimera ainda mais cara... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira seguinte, contei pra Alicia o meu feito. “Tere, te robaste un libro de la FIL! No me lo creo!!!” expliquei que foi sem querer e ela demonstrou um êxtase como se eu tivesse realizado uma grande proeza. Tratou, claro, de espalhar a façanha para os demais. Logo, sem que pretendesse, virei a nova descolada do pedaço. Os meus colegas, criadores das mais brilhantes estratégias, me perguntaram, entusiasmados, qual era o segredo. A minha resposta era uma não-resposta, uma espécie de yo personal cuja sintonia, se revelada ou pretendida, faria perder o encanto da ação; a tornaria, por assim dizer, inatingível. Sem maldade, lhes expliquei: o segredo é fazer o gesto sem querer, ser espontaneamente inconsciente do ato. (Existia, claro, uma segunda possibilidade, mas esta eu guardei para mim. Revelá-la seria pôr em xeque a proeza de alguns astutos e de outros distraídos como eu.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesta mesma segunda que descobri o peso do valor simbólico que é capaz de transformar um emaranhado de páginas numa estatueta de valoração sem medida: nem Alicia nem os colegas conheciam concretamente alguém que tivesse roubado um livro da FIL antes de mim... Fiquei pasma, boquiaberta, e com um grande remorso por ter surrupiado sem querer aquele livro; por ter, possivelmente, realizado o ato inaugural daquele "hábito" sob os auspícios de uma obra tão incrivelmente ordinária... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, pelo jeito, os honestos definitivamente se dão mal... Ah, se pelo menos fosse El Aleph, um bibelô tão mais fácil de acomodar na estante... até hoje me pergunto por que não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-3041040548921421278?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/3041040548921421278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=3041040548921421278' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/3041040548921421278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/3041040548921421278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2007/10/perguntas-sem-resposta.html' title='Perguntas sem resposta.'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-3649665838397080424</id><published>2007-10-08T16:45:00.000-03:00</published><updated>2007-10-09T17:17:10.917-03:00</updated><title type='text'>Sobre cães e cavalos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_5mWai5VJJeo/RwqLl2vyvXI/AAAAAAAAABI/aKmgfDv86Ic/s1600-h/Imagem+154.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_5mWai5VJJeo/RwqLl2vyvXI/AAAAAAAAABI/aKmgfDv86Ic/s400/Imagem+154.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119057408927382898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto by B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suja odeia cavalos e os domingos são dias certos para dar de cara com muitos deles. Se ela pudesse, cravava-lhe os dentes na coxa, ou puxava o rabo numa bocanhada de força movida pela raiva. Suja, no entanto, nunca teve a chance de se apossar de um; entre um cavalo e ela sempre existiu um espaço transparente que a corrente não lhe permite perpassar. Basta, porém, o vislumbrar ao longe para que ela perca completamente a razão e emita um ladrido de desespero. Os cavalos são pragas que ela adoraria eliminar do mundo, eu sei; nós sabemos. Quarteirões inteiros sabem da presença de um cavalo quando a rua não está ausente da presença de Suja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tonho, Suja e Ralf fazem parelha todo domingo. Domingo é dia de passeio e banho pra Suja e pra Ralf, e de trabalho, muito trabalho, para Tonho. O calvário é mesmo na hora da missa, dez da manhã. A hora pra terminar depende dos ânimos, mais do de Suja que do de qualquer um. Outro dia mesmo, terminou bem tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suja, ao ver um cavalo, chacoalha-se no ar, enche o som do mundo de um grito absurdo, morde o vento e eriça o pêlo, deixando-o inexplicavelmente longo. Outro dia de domingo, o transtorno de Suja ultrapassou o esperado. Ao ver o cavalo, teve início o descontrole. Só que, ao invés do vento, o alvo da bocanhada foi a orelha de Ralf, que abandonou de vez a antiga forma triangular: agora, uma fenda a separa em dois hemisférios. Tonho, em vão, durante algumas horas, tentou conter o sangue da orelha de Ralf, que deixava um rastro vivo, gotejante e uniforme anunciando a sua passagem por onde quer que ele fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que essa relação de repulsa que exercem alguns cachorros sobre os cavalos; inveja, talvez, afinal, um cão é um cavalo bem menor e menos ágil. Sempre quis ter um cavalo, mas, como não são seres muito portáteis, o espaço de que dispunha até agora só me permitiu criar os cães. E enquanto Suja viver, pelo jeito, só os cães, fosse lá qual fosse o espaço. A tirar pela orelha de Ralf, me pego imaginando mil formas para o rabo do cavalo... não, melhor não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-3649665838397080424?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/3649665838397080424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=3649665838397080424' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/3649665838397080424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/3649665838397080424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2007/10/teorizando-sobre-ces-e-cavalos.html' title='Sobre cães e cavalos'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_5mWai5VJJeo/RwqLl2vyvXI/AAAAAAAAABI/aKmgfDv86Ic/s72-c/Imagem+154.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-6826974877744152200</id><published>2007-08-28T01:23:00.001-03:00</published><updated>2008-02-17T23:11:08.525-03:00</updated><title type='text'>Brincando de Manoel de Barros (ou insights barreanos trazidos pelo vento)</title><content type='html'>Na curva do vento, eu monto uma rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu avô fazia da brisa remédio pra aperreio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maresia só é vento bom pra saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento deu ré no cabelo Sinhá Ana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô colhia vento pra fazer estrada pra avião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dedo é apito de menino, o vento é apito de janela, a fumaça é apito de trem. O apito do meu avô é o espaço entre os dentes que ele tem e os que tão faltando. O apito do meu avô é um apito inédito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuvem é vento amostrado, preguiçoso e desenhista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redemoinho é um acontecimento: a terra tira o vento pra dançar no terreiro de Sinhá Ana e todo mundo rodopia com os olhos. Os olhos do meu avô ganharam o concurso de melhor dançarino. Meus olhos só tinham visão pros olhos de Alana, duas pedras de bronze riscando o céu... fiquei em último lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Alana foi embora, na plantação de brisa só brotava maresia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bugrinha adorava toró, mas achava medonho o vento da tempestade. "Pronto, Bugrinha, tem medo não, que amarrei o furacão no pé da mesa". Bugrinha parou de chorar e foi pra janela da frente espiar a chuva, bem longe da cozinha, pro caso do furacão se soltar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-6826974877744152200?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/6826974877744152200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=6826974877744152200' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/6826974877744152200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/6826974877744152200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2007/08/brincando-de-manoel-de-barros-ou.html' title='Brincando de Manoel de Barros (ou insights barreanos trazidos pelo vento)'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-4972126918396441790</id><published>2007-08-15T10:31:00.000-03:00</published><updated>2007-08-18T10:20:23.115-03:00</updated><title type='text'>Quando morreu Rocinante</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Rocinante morreu num dia de agosto, num dia frio e chuvoso de agosto. Jana criou Rocinante durante cinco anos, com todo o amor do mundo, até que um dia uma mensagem anunciara a sua morte. Uma mensagem telegráfica, direta, contundente.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando Rocinante morreu, uma nuvem de lágrimas nascera nos olhos de Jana. Uma nuvem de lágrimas espessas e de uma angústia fina, daquelas que surgem sem data prevista para perecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rocinante morreu e levou consigo uma parte de Jana, a parte mais linda de Jana: o brilho nos olhos que o sorriso de Jana, que também sumiu, delicadamente e por todo aquele tempo sustentara. Ladrões, esses mortos, que ao partir sempre nos deixam menores do que somos... Rocinante morreu saudável, robusto, e mortes trágicas aguçam ainda mais as nossas dores, tornando-as gigantescas, aparentemente indeléveis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rocinante é morto, mas Jana está viva; atordoada, mas viva. Caminhar sem Rocinante vai ser um sentir-se à própria sorte; à deriva, sem o mais longínquo vislumbrar do porto seguro; vai ser sentir-se menor do que qualquer coisinha bem, mas bem pequenina mesmo... vai ser difícil, quase insuportável; insuportável de um quase morrer, mas só até o dia &lt;st1:personname productid="em que Jana" st="on"&gt;em que Jana&lt;/st1:personname&gt; se der conta de que voar sozinha é muito mais confortante do que andar sobre o galope bambo de um rocín, e que neste mundo de rocines há alguns corcéis alados que, quando menos esperamos, nos surpreendem... é quando olhamos para trás e nos damos a grata conta de que toda a dor do mundo valeu a pena...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rocinante é morto, Jana, mas era apenas, só e apenas, um rocín...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-4972126918396441790?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/4972126918396441790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=4972126918396441790' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/4972126918396441790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/4972126918396441790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2007/08/quando-morreu-rocinante.html' title='Quando morreu Rocinante'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-8585968918814523051</id><published>2007-08-02T11:19:00.000-03:00</published><updated>2007-08-02T11:21:17.798-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_5mWai5VJJeo/RrHoVUQ3h5I/AAAAAAAAAAM/7jeSGQwNBgU/s1600-h/Theresa+foto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094108106447095698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_5mWai5VJJeo/RrHoVUQ3h5I/AAAAAAAAAAM/7jeSGQwNBgU/s320/Theresa+foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-8585968918814523051?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/8585968918814523051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=8585968918814523051' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/8585968918814523051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/8585968918814523051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2007/08/blog-post_02.html' title=''/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_5mWai5VJJeo/RrHoVUQ3h5I/AAAAAAAAAAM/7jeSGQwNBgU/s72-c/Theresa+foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-117106443128840288</id><published>2007-02-09T20:39:00.000-03:00</published><updated>2007-02-09T20:40:31.303-03:00</updated><title type='text'>Voz en vilo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Dos lugares a que quis chegar, Comala é o de mais difícil acesso – &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;povoado vigiado por almas que impedem a proximidade de qualquer nova criatura. Pedro, Suzana, Eduvirge, Damiana se alternam na vigília e camuflam o acesso àquelas terras à sombra do mais mero espreitar alheio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sob as ordens diretas de Pedro, eles cultivam a terra, para que esta se torne cada dia mais dura, mais acidentada, mais páramo e do interesse de ninguém. Lá não se chega por trem, nem por barco, nem por força de bicho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há em Comala um cavalo que perdeu a razão por matar o dono. Além dele, mais nada que conduza, sequer alguém que preste informação. Só o cavalo percorre o limbo. E ele, ao contrário de mim, não deseja a chegada, e sim o instante repentino da fuga. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pobre bicho atormentado pelo remorso. Por mais que fosse possível transpor a barreira, ele não escaparia nunca de si mesmo. Se ele não se perdoa, não há perdão. Se se condena, sempre existirá a pena. E só por isso, penso. Qualquer outra ameaça de condenação é farsa social, teatro, cena. Mas o cavalo não se perdoa. Ouço o seu relinchar de desespero, um som suspenso sem direção que o conforme, sem corpo, sem rastro, como todas as vozes de Comala. É impossível segui-lo. Mas eu não desisto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quero chegar a Comala, ainda sabendo que quem pisa lá está condenado a passar não só o resto da vida, mas o tempo inteiro (inteiro!), sem esperança de morte que extinga a mediocridade de ser homem no mundo; sem a esperança de céu que o faça um ser menos humano e mais divino. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quero chegar a Comala, ainda que saiba que lá a terra cobre gente, coisas e abafa todas as vozes. Comala é uma espécie de civilização subterrânea, como as que os livros contemplam, mas sob suas terras só se escondem ruínas de pouco valor, que se esfacelam a cada novo golpe de vista. Toda a sua arquitetura está condenada ao esquecimento, ao anonimato, exceto uma, aquela que se ergue sob a feita da palavra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um ano, dois, três... Sigo sob o sol... um não me move mais que a condescendência...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sigo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas Pedro Páramo não gosta de ser contrariado. Sinto suas ordens para que camuflem mais todas as entradas. Até o padre Rentería foi convocado para sabotar as possibilidades de caminho. É por isso que a Igreja não o perdoará. Mas ele parece perceber que o mundo é mais dos caciques que de Deus e escolhe por quem ser temente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sigo rumo ao páramo, e pelo páramo, porque percursos íngremes não merecem grandes glórias nem maiores facilidades...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pedro ordena a que camuflem. Mas eu sigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pobre Pedro... Vejo-o com desdém. Sabe ele que não adianta camuflagem. Contraditoriamente, as diversas tentativas de ida são, já, uma espécie de chegada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sim, me dou conta de que cheguei a Comala, sem licença, rompendo a paragem, sem carimbo no bilhete ou grandes formalidades. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sim, já estou. Hoje me dei conta de que cheguei já há alguns anos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;Vine a Comala porque me dijeron que acá vivía yo. De hecho, aquí estoy, aquí me encuentro. Voz en vilo, por supuesto. ¿Pero para qué la retórica, si tengo mis murmullos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-117106443128840288?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/117106443128840288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=117106443128840288' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/117106443128840288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/117106443128840288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2007/02/voz-en-vilo.html' title='Voz en vilo'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-116122090472029336</id><published>2006-10-18T22:16:00.000-03:00</published><updated>2006-10-18T22:25:40.830-03:00</updated><title type='text'>No bambo da corda ou no girar do carrossel?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ando de equilíbrio &lt;st1:personname productid="em equilíbrio. Tem" st="on"&gt;em equilíbrio. Tem&lt;/st1:personname&gt; horas que o vento balança tanto, mais tanto, que fico de ponta cabeça, e o mundo é que parece estar de cabeça pra baixo. Se não despenco, algumas vezes, não é porque sei caminhar em corda bamba, mas por estar enrolada a ela - meus pés e ela, parceiros de um nó cego só.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se não me nauseio, às vezes, é porque penso que estou por cima e o mundo foi quem deu a volta. Ou não, ou será que não? Será que não há corda bamba, nem temporal, nem nada de ponta cabeça, só um pensamento medonho? A certeza materializa a miragem? A dúvida ergue ruína com tijolos de castelo? Alado é o meu rocín ou não há cavalo algum, nem paragem por onde correr, nem sequer a liberdade do girar de um carrossel?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outras vezes é tudo tão claro, tão firmemente claro, transparente. Vidro que não embaça... A palma destra sobre o corrimão. Meus olhos alcançam o caminho de casa. Tanta certeza... que sei eu? Será isso ter os pés demais no chão ou um alçar de vôo com um grande par asas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ter os pés no chão é bom. Ter as asas curtas, o fim do caminho. Conciliar os dois é que é difícil (talvez impossível. Talvez sábio. Depende). Rocín se cria no solo, se cria? Rocín mais parece bicho de sonho. Se gigante, Rocinante... cavalo de carrossel sem motor ou engrenagem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O carrossel vai girando, girando... ou será a corda que balança, balança... ?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-116122090472029336?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/116122090472029336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=116122090472029336' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/116122090472029336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/116122090472029336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/10/no-bambo-da-corda-ou-no-girar-do.html' title='No bambo da corda ou no girar do carrossel?'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-115726182860110271</id><published>2006-09-03T02:32:00.000-03:00</published><updated>2006-09-05T08:46:19.620-03:00</updated><title type='text'>Luzir é preciso...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Li cedo. Mérito da minha primeira professora, minha avó. Foi ela quem me ensinou o bê-a-bá dos olhos. Tinha, para isso, material invejável: duas bolas de um azul cintilante que inspiravam amor eterno. Meu curso durou oito anos. Ao final, aprendi que os olhos, todos os pares deles que existem neste mundo, seguem (ou deveriam seguir!) seu destino de estrela: brilham, brilham, até que um dia explodem e tiram as vestes da noite numa rajada só. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Descobri, aos poucos, que há olhos tais quais estrelas fugazes: um par, que agora reluz na janela defronte, amanhã pode correr mundo em busca de outro canto pra encandear. Olhos assim são da mesma espécie das estrelas natalinas, aquelas que só pedem topo de árvore; em busca do altivo, chegam a preferir o cimo de arbusto a um galho no meio de um carvalho... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;...&lt;span style=""&gt;                                                                                                       &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É, é assim. Temos, todos, pequenos sóis a brilhar por pequenas coisas, tornando-as enormes. O ouro é o que vemos ouro. O ouro está onde depositamos ouro. Rajadas, rajadas de ouro podemos distribuir pelo mundo, e devemos. Luzir é preciso. Luzir é preciso; mais que viver, diria. Se para alguns não há o que luzir por perto, pois que corram o mundo qual estrela peregrina. Quem pode lançar luz não deve contentar-se em ser atirador de sombras... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É, deve ser assim: as estrelas reluzentes valem o heroísmo do mundo. A vida merece coragem, enfrentamento. Mas o ouro, o ouro pesa. Se aquilo que vês brilhante não vale o enfrentamento é porque ainda não foste capaz de dar luz a ouro, ainda não luziste um feixe, só fagulhas, chispas dispersas que se apagam num piscar...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A vida merece ser luzia, porque só uma vida luzia atinge o curso de estrela. Tenhamos olhos faiscantes, a brilhar, brilhar, vestindo a noite: sóis que dourem e despertem o mundo...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ah, meus olhos luzios, dois brilhantes ordinários, adornos líquidos de sal que almejam um dia chegar a tesouro... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-115726182860110271?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/115726182860110271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=115726182860110271' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/115726182860110271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/115726182860110271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/09/luzir-preciso.html' title='Luzir é preciso...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-115509287823164538</id><published>2006-08-09T00:04:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T06:57:59.296-03:00</updated><title type='text'>Esperança (aquela coisa que vai).</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje fui comer morangos, mas o que ontem era um pequenino fungo já tomava conta de todos. É incrível como uma coisa ruim pode rapidamente contaminar um monte de coisa boa. Fiquei sem morangos e com uma sensação de fungo dentro de mim; um fungo que se alastra através de uma semente que não plantei (queria só plantar sementes de morango), mas que chegou perto, bem perto, se enramou e se espalha sem que atinasse assim, de pronto. É difícil não conservá-la. Tão difícil não conservá-la. Coisas ruins não pedem tanto cuidado para seguirem vivas e se fortalecem por meio das nossas maiores fraquezas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(Acho que sementes de morango não vingam no deserto).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;A sensação que tenho é de haver plantado algumas das mais valiosas sementes de morango em pleno asfalto. Era a esperança que se alastrava em mim... iam-se as sementes, perecentes de vida (aquela coisa mói), e meio que só merecentes de fungos (aquela coisa que rói).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Esperarei nunca me esquecer de que é sempre tempo, por mais tenaz que seja o campo de fungo em que ouse lançar as minhas sementes de morango. Esperança (aquela coisa que vai, mas que volta).&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Strawberry fields forever&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-115509287823164538?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/115509287823164538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=115509287823164538' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/115509287823164538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/115509287823164538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/08/esperana-aquela-coisa-que-vai.html' title='Esperança (aquela coisa que vai).'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-115396153576737348</id><published>2006-07-26T21:47:00.000-03:00</published><updated>2006-07-26T23:19:49.593-03:00</updated><title type='text'>Bem-vindo, apêndice extra-cotidiano...</title><content type='html'>Acho &lt;em&gt;depender&lt;/em&gt; dos verbos mais perigosos e &lt;em&gt;dependência&lt;/em&gt; uma palavra feinha que só. Desde que me lembro de me lembrar de mim, dependo de um monte de coisa: comer, dormir, de gente. Tem coisas que são inerentes; coisas de que a gente depende e pronto. E às vezes a dependência é tão automática que nem nos damos conta de que dependemos da coisa, só quando nos falta. Detesto depender de um monte de coisa; de coisas extra-cotidianas, então, nem te falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns sentidos já me faltaram algumas vezes (tomo &lt;em&gt;sentido&lt;/em&gt;, aqui, em sentido lato, lato!), ainda que de maneira temporária: as pernas (fraturas), a audição (queda), o equilíbrio (labirintite) e até a consciência (desmaio). Já fiquei sem andar por semanas, mas, como sentia as pernas, sabia que aquilo era algo com data certa pra acabar. Algumas faltas de sentido se me assemelham a uma dormência. Sabemos que o sentido permanece e que o nosso não-sentir é temporário. Mas existem deficiências que não têm fim marcado, que nos tornam dependentes de &lt;em&gt;objetos&lt;/em&gt; que serão apêndices de nós mesmos: cadeiras de roda, aparelhos de surdez, remédio pra isso e aquilo etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei bons anos dependendo pouco de comida e de sono. Não sentia fome e, por mim, tomava qualquer coisa só pra me nutrir e pronto. Cheguei a dormir dia sim, dia não, na época do pensionato e nos primeiros tempos em que me mudei pra esta casa. Hoje, ainda que me fosse legado o direito de viver sem comer e dormir, não sei se o faria. Às vezes o dia vale pelo sonho daquela noite... e comer, ah! O meu paladar me fez refém de alguns sabores: o crepe 25 do Montmartre, alguns cafés, morangos com chocolate, morango com chantilly, morango sem nada... e, nas veredas mexicanas, além de paladar, o entorno: duas horas de almoço (sem acréscimo ou diminuição temporal) ao redor da mesa redonda rodeada de gente que ria, falava e comia, como eu. Passei a me entregar àquela dependência e a achar comida uma coisa boa quando ela passou a nutrir outras esferas de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de gente, então. Viver sem gente é viver menor. Viver sem gente é muito mais do que viver em solidão. Solidão é um estado de que até muita gente que vive cheia de gente, em certa maneira, também depende. Viver com gente não precisa ser entregar-se a uma multidão, nem a fulano das quantas. Gente, aqui, é em sentido lato, lato. Diria que gente pode ser qualquer um e um só: o cãozinho vira-lata, o velhinho da esquina, a criancinha da foto, o vizinho de lado, mas desde que o amor seja grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de depender do que dependo. É um cotidiano ato de entrega apreciada que se assemelha mais a atos de escolha que de domínio. Ultimamente, no entanto, pleiteio uma luta vã. Não é, agora, como o cóccix quebrado que me quitou os movimentos por um tempo; nem como os desmaios, que me quitaram a consciência por alguns minutos. Tenho uma nuvem nos olhos (ao nível do mar, no verão do meio dia) como se tivesse a mil metros de altitude às seis da manhã em pleno outono. É, meu mundo anda embaciado, agora, não por estresse ou depressão, como um monte de gente que conheço, mas por astigmatismo e miopia, como um monte de gente que conheço... Já faz meses que comprei o apêndice e acho que se não o puser na cara agora vou acabar perdendo o nariz... pois é, ao meu mundo embaciado é preciso óculos, esse apêndice extra-cotidiano de que também não escapei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, na verdade, na verdade, não é de óculos que dependo, mas de visão. Se não me fizesse falta a visão, pra que, então, os óculos? Pensando bem melhor do que no bem pensar anterior, depender ou não depender pode, apesar de prisão, ser questão de escolha. Dependo mais da visão do que da aversão a óculos. Opto, a partir de agora, por ver só as nuvens feitas de nuvens. Bem-vindo, óculos, ao entorno! Adeus, embaço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-115396153576737348?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/115396153576737348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=115396153576737348' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/115396153576737348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/115396153576737348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/07/bem-vindo-apndice-extra-cotidiano.html' title='Bem-vindo, apêndice extra-cotidiano...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-115295965666849942</id><published>2006-07-15T07:33:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T21:39:40.756-03:00</updated><title type='text'>Medo adentro...</title><content type='html'>Entregar-se à vida, a todas às suas cores com todos os seus matizes. Mergulhar de cabeça. Entregar-se à vida como às vezes nos entregamos ao medo de nos entregarmos à vida. Tenho mergulhado de cabeça – minha vida, outrora poço, é oceano. E não vi males neste mar em que, imensa, imersa, eu, marinho. Só o medo, só o medo, que me quase curte a pele, como se, todo ele, feito de cem pedrinhas afiladas. Só um medo, um medinho subjetivo, monstro do mar, sentimento mal-querido; medo de, lá no mar, no seu adentro, adentrar-me em uma pedra que me cerceie, me cerceie, me cerceie o movimento. Pra não me, pra não me deixar vencer, por este medo, este medo subjetivo, tento não, tento não me esquecer, de que este medo, este medo de viver, não é pedra, não é rocha, é quase nada; conchas de ar, conchas ar, em pequenas, bem pequenas frágeis bolhas engendradas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-115295965666849942?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/115295965666849942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=115295965666849942' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/115295965666849942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/115295965666849942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/07/medo-adentro.html' title='Medo adentro...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-115261712432080378</id><published>2006-07-11T08:20:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T08:25:24.380-03:00</updated><title type='text'>Fabrico de sal em meio a correnteza...</title><content type='html'>Minha solidão e eu. Nossa solidão e cada um de nós isoladamente. Solidão é uma redoma dentro da gente que não tem quem toque (às vezes nem a gente, cegos que somos de nós e de nossa condição), que não tem presença que alivie. Solidão é aumentativo mesmo, não cabe em si de grande. Solidão é o instante entre o desolo e o consolo, via sinuosa cujo percurso pode durar a vida inteira a vibrar na faixa do desolo, com o consolo ao fundo, inaudível, inalcançável... algo como a linha do horizonte e o sol; o sol a cair no mar apenas ao alcance dos olhos. Quimera. Às vezes nem isso. Às vezes caminhamos do desolo ao desolo e já não há quimera com que contentarmos. Só enfado, enfado, enfado. Um fardo... Cabe a nós andar a favor do sol ou contra ele. Mas é um “cabe a nós” às vezes tão doloroso que nem parece que cabe a nós, e sim aos outros. E culpamos o mundo, os outros, a nossa condição, e sempre caberia uma culpa com que nos desculparmos. Sempre caberia um “se” para justificar a nossa inércia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tem jeito; se ela é a companheira, por que não consolar-nos? Há quem diga que solidão é bom, que faz bem; há quem pregue detestá-la; outros, que não a sentem. Mas solidão é para todos; a consciência dela é que é para poucos. Só para os corajosos, diria, por mais que se matem, por mais que se escusem de sentir uma vida inteira de amargura. Só para os corajosos, porque é preciso coragem pra suportar a dor ou para entregar-se a ela, ou para extirpá-la; é preciso coragem para sentir a retina a queimar-se com o sol do horizonte (é mais fácil cerrar as pálpebras!); para sentir a retina a queimar-se com sal, fabrico dos nossos olhos em meio a correnteza. Definitivamente, é preciso coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se solidão é bom ou ruim, só sei que existe e que pode ser leve, porque conheço quem a tem por pluma. A minha ainda pesa, ainda é uma pequena pedra de sal que fixa meus olhos a este chão e me arruína a fé às vezes, me faz descrente do mundo e de mim. A conheci faz tempo, e ela ainda é desolo com o consolo ao fundo; ainda é minha ruína sem arranhões, meu freio brusco em meio a um vôo maior, minha cegueira dentro da vidência. O estado de solidão é permanente, e podemos, dentro dele, perecer ou florescer – o musgo no topo de um edifício, uma flor silvestre. Eu, ao que me parece, ainda pereço. E você, floresce?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-115261712432080378?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/115261712432080378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=115261712432080378' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/115261712432080378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/115261712432080378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/07/fabrico-de-sal-em-meio-correnteza.html' title='Fabrico de sal em meio a correnteza...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-114722742821939220</id><published>2006-05-09T23:15:00.000-03:00</published><updated>2006-05-11T12:22:05.576-03:00</updated><title type='text'>De sinfonias e silêncios...</title><content type='html'>Houve um tempo em que era mais dada ao silêncio. Hoje, silencio às vezes; e em vezes do às vezes, é de um modo travesso, como se guardasse um segredo bobo de alguém, de qualquer alguém. É passar por alguém na rua e pensar assim: “meu nome é theresa e nem te conto...” coisa de doido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há silêncios e silêncios, porque tudo fala, mas nada fala igual. Cada falar que cala é um diferente calar que fala, mas que só nós ouvimos. É ato vão querer entrar no silêncio alheio. Eu sou das que mais tenta burlar silêncios, mas cada dia penso que eles se rompem por si sós, e que a melhor maneira de fazer com que eles se rompam é não querer que eles se rompam nem que eles não se rompam; é deixá-los quietos. Mas ainda sabendo disso tento e tento burlar silêncios, logo eu, que tenho tantos... Uns só meus; outros meu e de outra gente; outros de um monte de gente, que entende de um monte de jeito um silêncio que é um só. E tem gente que vai ler isso e vai saber de um silêncio nosso. E eu se voltar a reler isso vou saber dos silêncios só meus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu meio que desaprendi a guardar silêncios; muitos deles, sim. Tem coisa pouca que não sai da boca minha pros ouvidos (ou telas), o resto sai por aí compartilhado, dividido, porque é dividindo que eu consigo me integrar – mosaico de papel ao vento, sempre se integrando e saindo em revoada, a cada sopro angustiado da vida, porque a vida é bonita, mas tem hora que dá medo. Ora e ora penso que falar me engrandece, que falar é um ato de confessar-se ao outro, que libertar silêncios é uma forma de confiança - pequeno pássaro sem gaiola que voa e voa. Mas há silêncios que não carecem de confiança nem de desconfiança. São só silêncios. Esses são os mais respeitosos, se bem que todos eles merecem respeito, eu é que sou chata e curiosa e faladeira muitas vezes (carpideira que chora de verdade e que sente tanta dor)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um outro, o silêncio da memória, a sinfonia que compomos com os dias, com o inesperado - com quem, por onde, quando e sempre até que nunca... silêncio este é o que somos.... O silêncio diz tanto quando cala. O silêncio pode. Nós, mediante ele, podemos. Nós dizemos e desdizemos quando silenciamos. As lembranças quedam e não somem; elas alfombram e se somam ao que somos. Às vezes, o silenciar eterno é a forma mais linda que vemos para contemplá-las. O lindo não se apaga; o lindo queda, o lindo soma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o silencio latente de querer abraçar novos amigos, de querer volver a abraçar os velhos, de querer sentir poder abraçar os mortos. São tantos os mortos que quero. São tantos os vivos que quero sem nunca ter visto; sem haver, com alguns, sequer trocado diretas palavras. O silêncio é tudo isso e tanto. Silêncio da lágrima e do riso que às vezes é tão intenso que se verte em som, às vezes é tão imenso que se verte em grito, às vezes é tão imerso que sequer se verte em lágrimas, só paralisa, paralisa, paralisa o mundo, qual pedra de sal cerrando os nossos olhos assim de grande e dura – cristal que não se dissolve nem se dissipa... e a gente indo sem sair do canto, sem soar o canto, sem contar com nada, nem com a gente, nem com o silêncio que um dia foi da gente e que agora é ruído alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contar com o silêncio é muito bom. Ficar calado sem que tudo doa tanto ao ponto de paralisar é muito bom, é um choro aliviado – suave sal que desanuvia os olhos. Silenciar desse jeito é muito bom, porque os ecos não devem ser maiores que o silêncio, para que o silêncio seja muito bom e não mais um ruído alheio. A vida vai andando e nunca é tarde. Eco é a prisão; silencio, liberdade. Silencio é som latente dentro do eu que somos. É soma, som, semente, ao sol, ao sol, vibrante: manto e alfombra: luz que pede luz, e nunca véu ou fino fio de sombra...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-114722742821939220?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/114722742821939220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=114722742821939220' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/114722742821939220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/114722742821939220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/05/de-sinfonias-e-silncios.html' title='De sinfonias e silêncios...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-114712237808207708</id><published>2006-05-08T17:43:00.000-03:00</published><updated>2006-05-08T18:06:18.166-03:00</updated><title type='text'>Velha postagem (velhos tempos? velhos dias?)...</title><content type='html'>Relendo na memória, e em dias de chuva e sem muito assunto, por que não de novo? Este texto sou eu... não quero que nada mude tanto ao ponto de que isso mude, que isso me mude, um isso que está por vir e que nem sei. Mude o mundo, que corre por aí qual mudança de pobre, como se nada. Muda o mundo, que corre por aí qual mutança de pobre, como se nada, como sem onde, e eis que de repente tudo cai, tudo se esvai no chacoalhar dos dias, ao nada; dos dias, aqueles de sorvete e sombra de praça... os mesmo dias que destroem células, que destroem sonhos, e sons, e sonos. Quero sempre ter pequena suja ao telefone chorando, quero sempre, em dias de chuva, achar bom e escrever como se contasse os pingos descendo pela janela que nem tenho. Quero sempre nuno desanuviando o pensamento. Quero sempre jana do outro lado, que não é, senão, este lado aqui. Quero sempre thi, e a ti, amigo. Quero sempre sempre sempre ser-me sim, assim, queen mab - às vezes não passo de uma theresa que chora e fica triste.&lt;br /&gt;Esperançosa por que isso dure, nem que a vida me leve de vez (mas que a voz soe, ressoe, ecoe, vibre, mas sem destruir; vibre forte, alta, grave, mas inteiriçando, inteiriçando, inteiriçando os cristais...)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Só sei que não sei de um monte de coisa...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei remar, solfejar, cozinhar, conjugar o verbo adequar, me esquecer do passado, nem perdoar facilmente pelo chocolate roubado. Não sei punir, intervir, imergir, boiar, mergulhar, manejar o compasso. Não sei a tabela periódica, nem as frases, nem nunca soube de fato. De ano? Passei! Como? Boa pergunta... isso é algo que também não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei dizer adeus, sem me doer por dentro. Não sei abandonar direito, nem abrigar direito. Não sei Direito, nem medicina, nem artes. Não sei de morte, nem de Marte, nem de Merlin, nem de lobby, nem de Moby, nem de reggae, nem ao menos sei de rock. Não sei escrever com a mão esquerda; tocar violão com a direita, nem com a esquerda. Não sei tocar violão, nem violino, nem cuíca, nem reco-reco. Nem sei direito o que é um reco-reco. Não sei a diferença entre pato, ganso e marreco. Não sei por onde anda o eco, nem o Eco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei desenhar, pintar sem borrar, escarrar sem me engasgar com o catarro. Corto tronxo, penduro tronxo. Escrevo tronxo que nem sempre entendo o que quis dizer. Nem sempre sei o que dizer. Nem sempre sei o que quero dizer. Nem sempre sei o que quero... mas só nem sempre! Não sei paquerar. Não sei encarar sem rir, nem rir sem chorar; mas sei chorar sem rir e isso é chato... não sei o melhor remédio pra queimadura, nem pra queimação, nem pra assadura, nem pra indigestão. Confundo melhoral com gardenal com flogoral com sonrisal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei dar conselhos, nem levantar astral. Passo mal ao ver papel molhado. Canto mal. Conto mal. Desconto às vezes. Conto mentiras. Me esqueço delas. Me lasco com isso... Guardo segredo. Enjôo por nada. Não sei o gosto do acarajé, mas sei que não gosto. Tenho certezas sem provas. Tenho provas de certezas duvidosas. Tenho incertezas. Não sei botar batom sem espelho, nem com espelho. Não sei dormir de luz acesa. Não sei andar de bicicleta sem a mão no guidão, mas já soube, mas faz tempo que já soube... não sei tomar injeção sem virar a cara. Não sei tomar café sem antes escovar os dentes, nem escovar os dentes sem lavar o rosto, nem lavar o rosto sem passar sabão, nem passar sabão sem que bata nos olhos, nem ficar puta quando isso acontece. E isso sempre acontece, mas eu não me acostumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varro mal. Passo mal. Lavo mal. Forro mal a cama. Meu macarrão gruda, meu arroz gruda. Transformo filé em chã de dentro em questão de poucos segundos e com uma constância que me desencoraja a comer o que faço. Ando por atalhos. Demoro mais, porque me perco com freqüência, mas me acho sempre, pra me perder de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busco pelo prumo, mas não o tenho visto pela vizinhança... só acho que, pra encontrá-lo, não interfere saber o que é um reco-reco, nem fazer arroz desgrudado, ou ter a certeza de que o verbo adequar é o mais adequado a ser conjugado. Acho que encontrar o prumo não depende de saber desenhar um círculo com ou sem compasso, nem saber, pelo bico, se o bicho é ganso ou pato, nem se ganso é menos manso do que pato. Talvez um passo pra alcançar o prumo é saber o que não se sabe; ter as certezas do que não se tem conhecimento, e não dar tanta importância a isso assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei bem o que sou, nem o que não sou, mas sei que não sei de um monte de coisa. Não sei se deveria dizer tudo isso, mas sei que tudo isso é verdade e se trata apenas de uma pequenina parte de tudo o que não sei; e que tudo o que não sei não me pesa tanto, para que me incomode de que saibam. Disso, eu tenho certeza!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-114712237808207708?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/114712237808207708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=114712237808207708' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/114712237808207708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/114712237808207708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/05/velha-postagem-velhos-tempos-velhos.html' title='Velha postagem (velhos tempos? velhos dias?)...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-114660712254886099</id><published>2006-05-02T18:57:00.000-03:00</published><updated>2006-05-03T09:08:42.020-03:00</updated><title type='text'>Laconismo + aversão a espelhos = soldadinho de chumbo!</title><content type='html'>A matemática é clara: não ser prolixo e detestar espelhos contribui e muito para a longevidade subjetiva da gente. Tem gente que mói e remói uma mesma conversa, quando existem muitos outros assuntos interessantes por aí. Resultado: perda de tempo, vive menos. Tem gente que passa mais tempo se olhando no espelho do que o tempo que vai ficar na ocasião a que o fez ficar tanto tempo se olhando no espelho; tem gente, pior, que nem precisa de ocasião pra se olhar no espelho... resultado: perda de tempo, vive menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca passei do andar por me perder no reflexo da minha imagem no espelho do elevador. Na verdade, eu entro de costas em elevadores. Vai que tem espelhos... por mim, não havia espelhos em elevador. A matemática é clara. Elevador que tem espelhos aumenta o consumo de energia dos estabelecimentos. Tem muita gente que passa do andar por se olhar no espelho do elevador... entre um meneio e outro de cabeça pra bem-olhar o perfil, vai da garagem à garagem em trinta segundos sem nem se dar conta: “oxe, esse botão tá é com defeito!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia de um prolixo é menor. O dia de quem gasta muito tempo diante do espelho é, sem dúvidas, menor. Ler espelhos só serve pra saber de cor os novos sinais da cara, se espantar com a primeira ruguinha (se desesperar com a segunda...) e ficar emburrado esporadicamente porque “a cara está horrorosa hoje”, quando a cara é assim todos os dias... ups!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina se o objeto preferido de fernando pessoa fosse o espelho... imagina quantos gênios perdidos nesse mundo por haver descoberto o espelho antes de outras coisas. Imagina, agora, quantos milhares de narcisos para si mesmo sonhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... ser moderado deve ser bom. Detestar espelhos tem os seus inconvenientes, como sair com a blusa pelo avesso, com a cara melada de pasta de dente, essas coisas. Mas isso não chega a ser um mal; ao que pode ser instantaneamente remediado, não podemos chamar de mal... na hora de cortar os cabelos, porém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... fui ao cabeleireiro e disse que queria que cortasse de um jeito que não precisasse prender (na minha cabeça, fazer um corte que desse pra soltar o cabelo sem maiores constrangimentos). Fico eu quieta, olhando no espelho o que refletia no plano posterior ao em que eu me encontrava. Quando a mulher disse “pronto”, cai de costas... o meu cabelo quase na cintura havia se transformado em mil pedacinhos bem abaixo dela, ali, no chão. Culpa minha, minhas coordenadas não foram suficientes. Ela apenas seguiu o que eu falei, cortou o cabelo de modo a não precisar prender. Há algumas partes da minha vasta cabeleira que não chegam a um centímetro... em janeiro, quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isso certamente não aconteceria a um prolixo que não gostasse de espelhos, tampouco a um adorador de espelhos lacônico. Jamais, a alguém que amasse espelhos e abusasse das palavras. Mas a mim...: a matemática é clara: Laconismo + aversão a espelhos = soldadinho de chumbo. Minha mãe me chama de Maria João (o objeto preferido da minha mãe é a tevê), de Zé. Zé Boné, quem sabe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... mas cabelo cresce, não cresce? Então pronto. Tou nem aí. Vocês (que me vêem) que se incomodem porque eu, eu mal me vejo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-114660712254886099?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/114660712254886099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=114660712254886099' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/114660712254886099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/114660712254886099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/05/laconismo-averso-espelhos-soldadinho.html' title='Laconismo + aversão a espelhos = soldadinho de chumbo!'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-114309296271668341</id><published>2006-03-23T02:48:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T03:16:51.173-03:00</updated><title type='text'>O pomo de adão...</title><content type='html'>Muitos dos medos da gente são movidos pela ignorância, mas aqueles de quando criança são os mais ingênuos. A gente pensa que todos os medos são reais, até que alguma coisa chega e plim!, clareia a mente da gente. O que era medo vira lembrança boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era pequena, acordava sempre cedo, assistia ao globo ciências todas as vezes e sempre com muita atenção. (Um parêntese: a gente sempre está prestando atenção. Quando a gente olha pra algum lugar e não vê aquilo que acham que a gente deveria ver, a gente está prestando atenção, nem que seja prestando atenção no nosso pensamento que está longe daquilo em que acham que era pra estar concentrada a nossa atenção. Atentou?). Eu prestava muita atenção no globo ciências, especificamente no apresentador, mas não propriamente no que ele dizia, mas na maneira de como aquilo que ele dizia saía de dentro dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha um pescoço longilíneo e um pomo de adão que percorria aqueles bons centímetros de um canto a outro a cada sílaba pronunciada, a cada suspiro, a cada gole de saliva. Ele podia falar da ciência que fosse, mas eu sempre estava cá com a minha matemática: ficava imaginando que o pomo de adão do apresentador do globo ciências devia ter percorrido mais quilômetros que as suas pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes medos de infância era quando crescesse ter um pomo de adão daqueles passeando pelo meu pescoço. Sempre que me acordava, corria pro espelho e era um alívio ver que o meu pomo de adão ainda não havia crescido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei precisar o tempo em que deixei de correr pro espelho pra observar o pescoço. Deve ter sido no dia em que descobri que o cotoco da goela se chamava pomo de adão e que aquilo só vingava em homem. Ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era pequena, também tinha medo da solidão. Às vezes, ainda acho que sou do tamanho de nada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-114309296271668341?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/114309296271668341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=114309296271668341' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/114309296271668341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/114309296271668341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/03/o-pomo-de-ado.html' title='O pomo de adão...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-114289966466568956</id><published>2006-03-20T21:05:00.000-03:00</published><updated>2006-03-20T21:59:21.486-03:00</updated><title type='text'>Pipoca no cinema? Que nada!</title><content type='html'>Geralmente, nos cinemas de arte, a pipoca só é permitida do lado de fora da sala de exibição. Não há aqueles ruídos chatos de pessoas comendo nem de saquinho sendo amassado. Mas, às vezes, circunstâncias adversas fazem muita gente preferir o ruído da pipoca alheia a outras coisas caso fosse permitido escolher o tipo de incômodo da vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, fui ao cinema pra ver um filme de Fellini e havia um discreto senhor sentado ao meu lado. Guardião de tamanha discrição, se soubesse o que lhe esperava, possivelmente não teria arredado os pés de casa. Passados dez minutos de um filme de mais de duas horas, sua saga teve início. O movimento inspira-expira deu lugar a outro: inspira-espirra. Eram quatro espirros, sucedidos por um pequeno intervalo, ao que vinham mais quatro espirros. Dada a constância e a cadência, a minha atenção até então dispensada ao que Fellini havia feito da obra de Petrônio passou a ser depositada naquele senhor. Comecei a observar a natureza dos espirros. Não tardei a concluir que aqueles espirros não eram de gripe. Mas me perguntava por que eu não sentia nada, se respirávamos a mesma coisa... Para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses não me entenderam, mas, sim, me ouviram. Não tardou a que me saísse o primeiro, logo, o segundo... me saiu uma sucessão de espirros, mas com uma diferença dos daquele senhor. Enquanto ele inspirava e espirrava, eu inspirava, espirrava e ria. O filme terminou e a minha saga apenas começava: meu palato inchou de tal forma que parei de espirrar, porque não conseguia respirar direito. Restou-me o riso. Não soube mais do senhor. Ou o meu caso foi mais grave ou fomos para emergências diferentes. Passado um dia, minha garganta ainda dói, o palato segue um pouco inchado. Dessa experiência, um grande aprendizado: pipoca no cinema? Que nada! O bom mesmo é corticóide!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-114289966466568956?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/114289966466568956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=114289966466568956' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/114289966466568956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/114289966466568956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/03/pipoca-no-cinema-que-nada.html' title='Pipoca no cinema? Que nada!'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-113967798788381675</id><published>2006-02-11T14:10:00.000-03:00</published><updated>2006-02-12T11:56:08.623-03:00</updated><title type='text'>Águas!</title><content type='html'>No México pré-sistema-sanitário, os dejetos humanos eram despejados nas calçadas diretamente das janelas das casas; no entanto, tal ato vinha antecedido da seguinte advertência (possivelmente para evitar grandes desafetos): “Águas!”. Passou-se o tempo, foi criado o sistema de esgoto, mas ficou a palavra mágica. Perigo à vista, sob qualquer matéria, grita-se “águas!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à minha casa na tarde da última terça-feira e o porteiro me cumprimenta: “água!” Poderia ter sido “boa tarde”, afinal, passava das cinco, ou “oi”, ou simplesmente um resmungo simpático, ou um menear de cabeça, mas não, ele disse “água”... Meio que procurando uma resposta adequada àquela inusitada saudação, respondi “é!”. Pensava na água que havia faltado naquele fim de manhã, antes de eu sair de casa. Procurei estabelecer um pensamento lógico para aquele singelo cumprimento. Pensei que ele estivesse querendo dizer algo como “que droga que faltou água, né?” E daí o meu “é!” como resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados dois segundos, o porteiro complementa: “a água da sua casa... você deixou a torneira aberta... pingou na casa do vizinho... a gente teve que chamar o chaveiro...”. Pus a mão na cabeça e pensei “pútis grila”. Subi às pressas, como se fosse evitar algo pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cozinha, sala, quarto, banheiro... tudo tomado pelas águas daquela torneira aparentemente inofensiva. Agora, não há vezes em que olhe para ela e pense “monstro. Torneira, você é um monstro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, Marilene tinha vindo fazer faxina. Como de praxe, ainda que não tenha na pia prato sujo, fez questão de lavar uma a uma todas as panelas, talvez para mudar-lhe a condição à de espelho. Na hora de enxaguar, cadê a água? Ela havia ido em má hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bora, Mumu, tô atrasada. Deixa as panelas aí que quando eu chegar eu lavo". Fomos. Ainda no corredor, ela me disse: “Tezinha, acho que deixei a torneira aberta”. Voltamos. Rodei pra um lado, ela disse que achava que era para o outro e ficamos nesse impasse por alguns segundos. Chegamos a um consenso e saímos inocentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da história, já se sabe. A moral: displicência. Oito anos morando na mesma toca e não sei pra que lado se fecha a torneira da cozinha. Enxuguei a casa, lavei as panelas (todas), pagarei ao chaveiro próxima segunda (uns 30 paus – um roubo). Pelo menos o vizinho de baixo não reclamou de maiores estragos. Mas será porque não houve danos no teto ou porque ainda não nos topamos no elevador? Águas! Pelo sim, pelo não, melhor descer de escada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-113967798788381675?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/113967798788381675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=113967798788381675' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/113967798788381675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/113967798788381675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/02/guas.html' title='Águas!'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-113851095760381807</id><published>2006-01-29T02:01:00.000-03:00</published><updated>2006-01-30T09:25:08.566-03:00</updated><title type='text'>Sigo sobre cascalhos que resvalam...</title><content type='html'>Olho para os livros juntos em três prateleiras e lhes tiro o pó com os olhos. Me pergunto para que dissecá-los. Para que buscar explicações, sentidos, elaborar teorias? Olho para eles como quem busca refúgio; como quem busca a palavra precisa para certa imprecisão, e tal palavra pode, a mesma e sempre outra, ora alargar, ora obstruir. Vejo a cada um, aos lidos, aos esquecidos, aos nunca vistos, aos preferidos, com semelhante sorriso angustiado de dezoito anos atrás, quando teoria da literatura era algo de que eu nunca tinha ouvido falar e livro, um companheiro de hora trás de hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiro a poeira dos olhos. Devolvo-me, em definitivo, a este prazer. Entre a academia e o vale, prefiro o vale. Teoria da literatura, aos arturianos, aos brenninos. A eles, de acordo, bem entregue! Gênio aliado à retidão. Quem sabe logo não se possa caminhar pela academia onde só por cascalhos se possa resvalar, e não por um ou outro pé. Quem sabe a academia em breve não venha a ser algo além de formadora de discípulos. Prefiro, definitivamente, o vale. Sigo sobre cascalhos que resvalam, mas eles não me derrubam, nem vocês (enguiço seus pés a postos!). Prefiro, senhores técnicos, a poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-113851095760381807?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/113851095760381807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=113851095760381807' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/113851095760381807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/113851095760381807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2006/01/sigo-sobre-cascalhos-que-resvalam.html' title='Sigo sobre cascalhos que resvalam...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-113417861020399954</id><published>2005-12-10T03:36:00.000-03:00</published><updated>2005-12-09T22:38:43.726-03:00</updated><title type='text'>Enquanto vida houver...</title><content type='html'>Quero paz. Não a paz do branco, nem aquela do pássaro de mesma cor. Quero paz. Aquela, incolor. Quero a paz de não haver sombra de gesto meu que me faça me envergonhar de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-113417861020399954?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/113417861020399954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=113417861020399954' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/113417861020399954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/113417861020399954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/12/enquanto-vida-houver.html' title='Enquanto vida houver...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-113019457404527940</id><published>2005-10-24T23:51:00.000-03:00</published><updated>2005-10-24T20:31:58.683-03:00</updated><title type='text'>Se fosse chinelo, faria calo...</title><content type='html'>Hoje, recebi um e-mail anunciando um presente inusitado. Não era de vestir, nem de andar, nem de enfeitar. Era de matar curiosidade; era um basta às especulações. Saí do trabalho diretamente para buscá-lo. Não me contive e no carro mesmo dei uma espiada no conteúdo! Não me contive mais e, ao invés de fazer o que tinha, vim direito para casa para desvendar o mistério... Veio numa caixa, cabe na palma de uma mão pequena como a minha. A textura é suave ao tato; o cheiro não desagrada o olfato... Era de comer! Veio do norte! Sim, sim, era abiu! Que gosto tem? Imaginem!!! Adianto: se fosse chinelo, faria calo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-113019457404527940?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/113019457404527940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=113019457404527940' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/113019457404527940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/113019457404527940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/10/se-fosse-chinelo-faria-calo.html' title='Se fosse chinelo, faria calo...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-112846776416357225</id><published>2005-10-05T00:14:00.000-03:00</published><updated>2005-10-04T22:04:20.106-03:00</updated><title type='text'>Fruta ou chinelo? ...</title><content type='html'>Outro dia, hoje, comprei um livro. Outro dia, agora, comecei a ler. Comecei por onde se começa a ler um livro: primeiro, o lado à mostra na estante; logo, a capa; finalmente, a orelha. Aqui, na orelha esquerda, me encontro... num flash autobiográfico, diz-se do autor: “Não gosta de abiu (...)”. Quis fechar o livro pra abrir outro, esgarçado, o Aurélio, mas me conveio a idéia de terminar a frase... “Não gosta de abiu nem de caqui, nem de melancia”. Por dedução, na minha mente, abiu fez-se fruta e o Aurélio fez-se inútil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que venha a saber que abiu é grande, tem consistência de coco e é gosmento feito jaca, nunca vou saber, pelo Aurélio, a que sabe, como se sorve, como assobia na boca da gente quando se morde. Por mais que venha a saber, pelo Aurélio, nunca saberia se o gosto no meu gosto é tal o gosto no gosto do autor: desgosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem-me à cabeça uma especulação: gosto de caqui e de melancia - mais de melancia que de caqui -, logo, gosto de abiu... e se goste de abiu mais que gosto de melancia, quanto tempo perdido! E se a frase fosse esta: “Não gosta de abiu nem de macaíba, nem de jenipapo”. Hummm... se me oferecessem abiu, certamente eu iria recusar... !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que existe abiu? Será que tem consistência de guabiraba, e não de coco, como penso? Terá, como tunas, pêlos que ferem, ou terá pêlos não ferinos como pêssego, ou será liso feito manga? Será fruta? Será, meu Deus, fruta? Será mesmo? Será, hein? E se abrir o Aurélio e tiver algo assim: “Abiu sm. Chinelo de couro característico do serão nordestino.” E se? ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tiver um pé de abiu em casa, fruta ou chinelo, me manda um pra eu saber como é que é, me manda?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-112846776416357225?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/112846776416357225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=112846776416357225' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112846776416357225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112846776416357225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/10/fruta-ou-chinelo.html' title='Fruta ou chinelo? ...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-112623168993532691</id><published>2005-09-09T03:01:00.000-03:00</published><updated>2005-09-09T15:42:39.140-03:00</updated><title type='text'>Chanel nº 5 versus vinil do Balão Mágico: uma herança genética...</title><content type='html'>(escrito num domingo destes)&lt;br /&gt;Adoro chuva, mas quando estou feliz. Quando estou assim assim, “Bonjour, tristesse”, é como se me foram lágrimas a cair. Mas, tudo bem, não será, das vezes, a última, nem foi a primeira delas... ainda pior estando em Carpina, onde a solidão parece tomar para si a palavra vasto, alargando-se mais. Junta-se ao friozinho e pronto, já era. Da alma, o grito: “Bonjoooouuuur, tristeeeeeeeeeesse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, volto às minhas atividades. Desde ontem, estou nessa de recolher o inútil. E como há inútil em mim, na minha casa e nesta onde agora me encontro e que também é minha. Aqui, estão os meus vinis do Balão Mágico e os meus livros de gramática portuguesa de antes da revisão ortográfica. Me despeço deles, observando a grafia e supondo, daqui a 50 anos, como estarão as coisas, e aqueles que virão a jogar os livros da gramática atual com a mesma melancolia, com a mesma dor fina, como se arrancassem uma unha em flama: doloroso, mas necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi que guardar troços é hereditário. Minha mãe, que reclama de mim, tem uma porção. Sinto-me na obrigação de recolher os dela também. Já tentei algumas vezes, mas ela replica e recolhe, devolvendo-os aos lugares, como se fossem adornos de prateleira. Mas farei como ela faz comigo: jogar sem que veja. Quando me dou conta, é tarde. Ela fez isso com o tênis preto, de pano, da quarta série. Ele tinha um buraquinho no dedão. Eu o só usava para ir pra escola (ela o jogou quando de férias) e lavava com esmero toda sexta-feira, para usá-lo, a cada segunda, um pouco mais acinzentado e com o buraco mais largo. Alguém sabe por que os buracos dos sapatos geralmente ficam no dedão? Acho que deveriam reforçar esta parte. Pelo cinza, dava até pra pintar de preto, mas costurar o buraco me faria encolher os dedos, como se meu pé tivesse crescido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de entulhos da minha mãe é tão grave quanto o meu. Há anti-rugas para 45 anos, mas ela já quase alcança os 60, mas o comprou aos 40; mertiolate como validade do século passado; uma coleção “Mulher” (livros 5 x 5 com dicas ultra-passadas de conquista, moda e penteados – cabelos à Elis), e, o mais grave, um Chanel nº 5, a meio frasco, dado pela minha avó paterna quando ainda tinha lucidez... minha avó perdeu a ciência uns cinco anos antes da sua morte, e, o que é pior, já há 13 anos que ela faleceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela (minha mãe) menos esperar, tudo estará num saco de Bompreço, no meio da rua. Alguém, certamente, chegará antes do homem do lixo para recolher parte da tralha, para pôr em alguma estante e preservar por mais um tempo, até que chegue a melancólica necessidade de abortá-la de lá. Penso se alguém usará o meio frasco restante de Chanel nº 5 e me pergunto onde estarão os instantes em que o meio frasco que já não mais está foi usado... terão evaporado nas lembranças dela ou estarão tão vivos ao ponto de ela preservar aquele objeto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, melhor deixá-lo lá, na farmácia do banheiro. Talvez lhe seja remédio para alguma dor. Afinal, existem unhas encravadas que podem ser remediadas com mertiolate. Melhor imperfeitas que deformadas. Ainda mais, existem aquelas que sequer voltam a nascer... melhor deixar o Chanel nº 5 a evaporar-se pouco a pouco nas lembranças dela. Mas o frasco está tão bem vedado que acho isso um tanto improvável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, como é difícil abandonar os objetos. Para que me servem o álbum do Chaves (tudo bem, sou fã e fiquei estatalada quando, num supermercado em Guadalajara, vi, saindo pelas bordas de uma tv gigatesca e me tomando a retina, el Chavo, la Chilindrina...), os vinis do Balão Mágico, os estojos cor-de-rosa de todas as séries e os meus cheques de quando comecei a escrever, quando o Econômico ainda era banco? Nossa, nem isso, nem o Chanel nº 5 da minha mãe, nem a camisa do Scooby, nem a coleira de Princie (o pequinês que morreu em 2000 e com quem constantemente sonho), nem a fronha verde em que babava o primo João, nem a fronha da Mônica em que eu babava, nem a camisa assinada pelos amigos da 7ª série, como se me fossem rastro para um paradeiro que não mais sei... O que jogarei fora, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que blog não ocupa lugar no espaço de casa... seria uma tralha a mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-112623168993532691?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/112623168993532691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=112623168993532691' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112623168993532691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112623168993532691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/09/chanel-n-5-versus-vinil-do-balo-mgico.html' title='Chanel nº 5 versus vinil do Balão Mágico: uma herança genética...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-112516891954380306</id><published>2005-08-27T19:52:00.000-03:00</published><updated>2005-08-27T15:55:19.550-03:00</updated><title type='text'>Os lápis de ponta grossa que me ajudam a contornar...</title><content type='html'>Tenho tentado contornar a minha vida desde ontem à noite, depois que falei com Tathi. Os amigos são lápis de ponta grossa que nos ajudam a contornar as coisas. Pois é, desde ontem tento contornar a minha vida, traçar limites, dar o contorno mesmo, sabe?, pôr cores e tirar esse ar de cinza e nuvem que por vezes paira. Deixar-me mais ao acaso, mas conseguir traçar metas... tenho que me disciplinar. Não me submeter à rotina, mas me disciplinar. Ontem tomei decisões e espero cumpri-las. Melhor, espero senti-las por meses, até que se findem, até que as conclua. Tenho o hábito de abandonar as coisas, talvez por medo de perdê-las ou por medo de não conseguir realizá-las, por mais que tente à exaustão. Tenho que tentar à exaustão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tenho algumas metas: cortar o inútil dentro da minha casa (hoje vou vasculhar o guarda-roupas e repassar adiante o que não mais tem uso em mim), doar livros, apostilas de vestibular... tenho um calhamaço de papel aqui. Abandono ações, mas não consigo abandonar os objetos, que se entulham aos montes... tenho livros de gramática portuguesa de antes da revisão ortográfica... melhor que virem papel reciclado. Tenho os meus pertences de quando brincava de banco, aos seis anos; tenho o álbum do Chaves (este vai ser difícil de jogar fora), vinis de Chico (também não posso me desfazer deles), do Balão Mágico (impossível tirá-los daqui)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, olho pra mim e vejo que tenho problemas. Tinha um monte de bonecas quando criança, mas só brincava com a mesma, e nunca trocava a roupa dela, esperando que se sujasse... nunca se sujou... deve ser uma metáfora da minha vida... não posso esperar que as coisas apodreçam, para que faça mudanças... o cotidiano tem de ser modificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidido, vou voltar à terapia, vou voltar à academia, vou estudar com afinco pro mestrado, vou estudar outro idioma sob métodos auto-didáticos, porque tenho problemas em cumprir horários fixos (basta-me o do trabalho) e vou tomar 40 miligramas de roacutan diariamente (pela terceira vez... mas dessa irei até o fim, por mais que os meus olhos sequem e os meus lábios estourem)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim vou tentar contornar essa rotina, sem esperar que as coisas apodreçam para dar rumo a elas... e assim vou tentar contornar essa rotina, tentando ver o colorido do dia sem essa catarata que por vezes se fixa aos meus olhos... ano que vem vou pra Londres, se não passar no mestrado... quando estiver por lá, pensarei no que fazer... por enquanto, mãos à obra, vou começar a cortar o inútil, a estudar com afinco e a juntar os trocados... assim vou contornando as coisas, principalmente porque tenho muitos lápis de ponta grossa que me ajudam a escrever com força que tudo pode ser contornado e que os olhos, todos, mesmo os que não vêem, podem enxergar cores muito além do cinza... é só olhar mais ao alto, mais ao longe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-112516891954380306?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/112516891954380306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=112516891954380306' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112516891954380306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112516891954380306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/08/os-lpis-de-ponta-grossa-que-me-ajudam.html' title='Os lápis de ponta grossa que me ajudam a contornar...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-112465555474840056</id><published>2005-08-21T21:16:00.000-03:00</published><updated>2005-08-21T17:22:26.310-03:00</updated><title type='text'>Nascimento...</title><content type='html'>Hoje senti que tem coisa aqui dentro. Ouvi meu coração bater ao ouvir, bem de perto, um outro coração que batia. E desse bater de coração fez nascer saudade. Saudade quando nasce é muito bom. Tomara que ela cresça e cresça, mas que seja sempre sufocada pela presença pulsante do coração que ouvi bater, bem de próximo, neste hoje...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-112465555474840056?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/112465555474840056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=112465555474840056' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112465555474840056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112465555474840056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/08/nascimento.html' title='Nascimento...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-112389946482838779</id><published>2005-08-13T03:15:00.000-03:00</published><updated>2005-08-14T04:25:43.013-03:00</updated><title type='text'>Da selva de pedras ao pequeno paraíso...</title><content type='html'>A rotina me tem tomado o tempo. É chato não poder adoecer, ter que ter sono antes da meia noite, ter que tomar café da manhã às sete, ter que almoçar a uma da tarde, ter que ver os amigos só nos fins de semana e se contentar com o virtual diariamente (quando dá...) para matar as saudades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter a rotina de não ter rotina. Queria poder ver o sol se pôr sem que fosse domingo. Queria ter a liberdade para querer tudo na hora que quisesse e não na hora que devo querer. Mas melhor querer na hora que devo querer, para não ter pequenas frustrações, como neste dia em que tanto quis e pouco pude. Acho que por isso que queria viver de escrever, pra não ter lugar nem tempo precisos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de ver o pôr do sol sem a moldura das revistas; ver a limpidez das águas ao meio dia sem o intermédio de uma grande angular... gostaria de poder visitar os amigos de longe sem que fosse de férias, e os de perto, para compartilhar uma tarde de sexta-feira, sem que fosse feriado... gostaria de não me entristecer nos meses de agosto, por não ter feriado... mas eu contabilizo os feriados e fico radiante quando os dias que lhes faltam podem ser contatos com os dedos de uma só das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha tempo, pensava que o pequeno paraíso era a terra batida, que faz, do nascer das árvores ao acaso, rotina, e não pequenas heroínas a romper asfalto... percebo, agora, que o pequeno paraíso é ter liberdade para decidir os quereres... mas, parece só haver liberdade ao se passar por aprisionamentos... hoje, me vejo mais livre que antes, por ter consciência de que antes era mais livre que agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor parar por aqui. Você pode ser mais um sem tempo como eu, com hora pra dormir, pra acordar, pra almoçar e com dia certo pra ver o sol se pôr, rezando pra que não lhe tapem nuvens de chuva... mas, se vive em um pequeno paraíso, se não precisa dormir na hora que o sono deve vir, nem comer quando pouco se tem fome, sorria, chore e me convide no pensamento; mescle-se neste quadro sem moldura ou tela que bem é sua rotina; tape o sol com a mão numa tarde de terça, de quarta-feira, para o enxergar da bruma, ou simplesmente a sinta sem se aperceber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras faladas me saem contadas. Quando escrevo, no entanto, vou-me estendendo, e, como o blog tem página interminável, é como se sempre existisse um espaço para fazer viver mais uma palavra... mais uma palavra: gostaria, ia, ia... vai-se o eco da vontade dissolvendo os meus mais simples desejos... que Papai Noel os traga; para tanto, basta que não chegue num domingo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-112389946482838779?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/112389946482838779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=112389946482838779' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112389946482838779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112389946482838779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/08/da-selva-de-pedras-ao-pequeno-paraso.html' title='Da selva de pedras ao pequeno paraíso...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-112192256272249463</id><published>2005-07-21T06:08:00.000-03:00</published><updated>2005-08-15T19:16:26.473-03:00</updated><title type='text'>Só sei que não sei de um monte de coisa...</title><content type='html'>Não sei remar, solfejar, cozinhar, conjugar o verbo adequar, me esquecer do passado, nem perdoar facilmente pelo chocolate roubado. Não sei punir, intervir, imergir, boiar, mergulhar, manejar o compasso. Não sei a tabela periódica, nem as frases, nem nunca soube de fato. De ano? Passei! Como? Boa pergunta... isso é algo que também não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei dizer adeus, sem me doer por dentro. Não sei abandonar direito, nem abrigar direito. Não sei Direito, nem medicina, nem artes. Não sei de morte, nem de Marte, nem de Merlin, nem de lobby, nem de Moby, nem de reggae, nem ao menos sei de rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei escrever com a mão esquerda; tocar violão com a direita, nem com a esquerda. Não sei tocar violão, nem violino, nem cuíca, nem reco-reco. Nem sei direito o que é um reco-reco. Não sei a diferença entre pato, ganso e marreco. Não sei por onde anda o eco, nem o Eco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei desenhar, pintar sem borrar, escarrar sem me engasgar com o catarro. Corto tronxo, penduro tronxo. Escrevo tronxo que nem sempre entendo o que quis dizer. Nem sempre sei o que dizer. Nem sempre sei o que quero dizer. Nem sempre sei o que quero... mas só nem sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei paquerar. Não sei encarar sem rir, nem rir sem chorar; mas sei chorar sem rir e isso é chato... não sei o melhor remédio pra queimadura, nem pra queimação, nem pra assadura, nem pra indigestão. Confundo melhoral com gardenal com flogoral com sonrisal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei dar conselhos, nem levantar astral. Passo mal ao ver papel molhado. Canto mal. Conto mal. Desconto às vezes. Conto mentiras. Me esqueço delas. Me lasco com isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo segredo. Enjôo por nada. Não sei o gosto do acarajé, mas sei que não gosto. Tenho certezas sem provas. Tenho provas de certezas duvidosas. Tenho incertezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei botar batom sem espelho, nem com espelho. Não sei dormir de luz acesa. Não sei andar de bicicleta sem a mão no guidão, mas já soube, mas faz tempo que já soube... não sei tomar injeção sem virar a cara. Não sei tomar café sem antes escovar os dentes, nem escovar os dentes sem lavar o rosto, nem lavar o rosto sem passar sabão, nem passar sabão sem que bata nos olhos, nem ficar puta quando isso acontece. E isso sempre acontece, mas eu não me acostumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varro mal. Passo mal. Lavo mal. Forro mal a cama. Meu macarrão gruda, meu arroz gruda. Transformo filé em chã de dentro em questão de poucos segundos e com uma constância que me desencoraja a comer o que faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando por atalhos. Demoro mais, porque me perco com freqüência, mas me acho sempre, pra me perder de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busco pelo prumo, mas não o tenho visto pela vizinhança... só acho que, pra encontrá-lo, não interfere saber o que é um reco-reco, nem fazer arroz desgrudado, ou ter a certeza de que o verbo adequar é o mais adequado a ser conjugado. Acho que encontrar o prumo não depende de saber desenhar um círculo com ou sem compasso, nem saber, pelo bico, se o bicho é ganso ou pato, nem se ganso é menos manso do que pato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um passo pra alcançar o prumo é saber o que não se sabe; ter as certezas do que não se tem conhecimento, e não dar tanta importância a isso assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei bem o que sou, nem o que não sou, mas sei que não sei de um monte de coisa. Não sei se deveria dizer tudo isso, mas sei que tudo isso é verdade e se trata apenas de uma pequenina parte de tudo o que não sei; e que tudo o que não sei não me pesa tanto, para que me incomode de que saibam. Disso, eu tenho certeza!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-112192256272249463?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/112192256272249463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=112192256272249463' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112192256272249463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112192256272249463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/07/s-sei-que-no-sei-de-um-monte-de-coisa.html' title='Só sei que não sei de um monte de coisa...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-112173953342681948</id><published>2005-07-19T02:51:00.000-03:00</published><updated>2005-08-18T17:53:29.043-03:00</updated><title type='text'>Valsa da felicidade...</title><content type='html'>"E aquela vez foi como nunca e sempre:&lt;br /&gt;vamos ali onde não se espera nada&lt;br /&gt;e achamos tudo o que está esperando."&lt;br /&gt;Pablo Neruda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite,&lt;br /&gt;e pouco tinha,&lt;br /&gt;por nada espero.&lt;br /&gt;Como se fada,&lt;br /&gt;me alcançando,&lt;br /&gt;eis que ela vinha,&lt;br /&gt;rompendo o nada,&lt;br /&gt;burlando o zero,&lt;br /&gt;o anulando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia,&lt;br /&gt;e tudo tinha,&lt;br /&gt;por mais espero.&lt;br /&gt;Como se minha,&lt;br /&gt;me embalando,&lt;br /&gt;eis que era linha,&lt;br /&gt;rompeu-se, e nada.&lt;br /&gt;Tudo era zero,&lt;br /&gt;me anulando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-112173953342681948?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/112173953342681948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=112173953342681948' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112173953342681948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/112173953342681948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/07/valsa-da-felicidade.html' title='Valsa da felicidade...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-111932395449175865</id><published>2005-06-21T16:19:00.000-03:00</published><updated>2005-06-22T00:02:19.563-03:00</updated><title type='text'>Amores da Vida...</title><content type='html'>Sempre que amamos, parecemos ter encontrado o "amor da vida", mas um dia tudo acaba e o "amor da vida" perece. Passados 13 anos de perecer dos amores da vida (tenho 25 anos e o primeiro amor da vida foi aos 12), me dei conta de que esta percepção é equívoca. Não que não haja amores da vida. Sim, há amores da vida, e estes são eternos, plenos, imutáveis e não se anulam. Os verdadeiros amores da vida convivem harmoniosamente entre si. Os verdadeiros amores da vida são aqueles que nos sustentam quando descobrimos que o "amor da vida" pereceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jana, Gó, Naty, Song... e tantos, e muitos, e eternos, vocês são os amores da minha vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-111932395449175865?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/111932395449175865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=111932395449175865' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111932395449175865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111932395449175865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/06/amores-da-vida.html' title='Amores da Vida...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-111799884394169667</id><published>2005-06-05T20:09:00.001-03:00</published><updated>2005-06-05T16:17:54.730-03:00</updated><title type='text'>...amizade...</title><content type='html'>Se foi e levou um pedaço. Levou o pedaço que lhe cabe. Sem esse pedaço que lhe cabe, me sinto mais só, mas segura de que esse pedaço que lhe cabe e que bem levou será zelado, será posto no pescoço para exposição, com orgulho, como a medalha de latão acobreado da primeira competição da infância. Esse pedaço que levou, ainda que de metal ordinário, será polido com o melhor produto para preservar e manter bela a mais burilada prataria. O tem. É seu. Sei que se foi e também me deixou um pedaço. Já me está no pescoço, desde que o descobri como sendo meu, exposto como o colar mais belo que me deram - de graça, em dia ordinário, sem festejos nem comemoração, em semana de só cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me sinto vazia, me sinto transformada. Algo mudou definitivamente. As mudanças definitivas são de soluçar. É como nascer. Nasço agora, e é um nascer de soluço incontido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-111799884394169667?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/111799884394169667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=111799884394169667' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111799884394169667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111799884394169667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/06/amizade.html' title='...amizade...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-111689205298577294</id><published>2005-05-24T00:46:00.000-03:00</published><updated>2005-08-18T17:54:38.436-03:00</updated><title type='text'>Considerações a respeito da pigmentação dos fios...</title><content type='html'>Hoje resolvi pintar os cabelos. Às vezes a gente precisa mudar a vida e se contenta mudando algo, como os cabelos. Fazia tempos que não pintava os cabelos, mas como tenho amigas que habitualmente pintam os cabelos, conheço bem o drama da cor que ficarão, que nunca é a da caixa, e, por vezes, é cor nenhuma... os fios de vez em quando não se permitem pigmentar e o que muda na gente são os trocados a menos na carteira e a sensação de que o mundo não coopera para a nossa mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei aquela tinta na cabeça e logo tudo começou a mudar, ardendo... parecia pintar até os olhos, e, temporariamente, os pintei de vermelho. Mas saiu... talvez porque a tinta é xampu, talvez porque não deixei por tempo suficiente... lavar os olhos com água corrente e abundante, bom me ter lembrando prontamente desta instrução... os olhos seguem sendo cinza quando querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o tempo, retirei a tinta como manda o protocolo... se prestou? A cor que ficou? Não sei ainda... o cabelo permanece molhado e com a cor igualzinha à de antes. No entanto, algo já mudou. Pela textura, está mais seco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a tinta vai pegar, sim. Essa é das boas. Tenho certeza de que a pigmentação dos fios ficará diferente. Como sei disso? Bom, é que, passado o procedimento - banho tomado, olhos de volta ao cinzento habitual -, fui arrumar tudo: jogar os frascos fora, limpar os pingos sobre o chão. Eis que vejo, no móvel branco, uma mancha generosa. Pano à mão e... frustração. Incrustou-se ao móvel. No móvel, uma imóvel nódoa que não mais sai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, agora sei, a tinta pega... foi a prova de que precisava para saber que o meu cabelo ficará diferente. Ao menos dormirei tranqüila. Algo em minha vida já mudou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-111689205298577294?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/111689205298577294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=111689205298577294' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111689205298577294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111689205298577294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/05/consideraes-respeito-da-pigmentao-dos.html' title='Considerações a respeito da pigmentação dos fios...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-111673521106689950</id><published>2005-05-22T05:12:00.000-03:00</published><updated>2005-05-23T21:47:11.640-03:00</updated><title type='text'>O gris não merece o seu encanto...</title><content type='html'>Hoje várias sensações passaram por sobre mim. Senti-me capaz de alterar a ordem das coisas. De transformar universo em caos. Um deus às avessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo por sobre a grama verde e pareço matar o que ali existe. Mas não extingo para semear algo. Sou omissa. Arranco o verde sem deixar a semente da bela flor que faço crer que trago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quimera. Ilusão. Encantamento. Ela jamais será mais bela que a flor mais corriqueira do seu campo. Não trago flor alguma. Apenas uma semente estéril, algo que nunca será fecundado. Se muito vier, será uma cinza flor franzina (daquelas que não se erguem por não ter um caule forte), jamais aquela rosa vermelha do dia em que as chaves que traziam no bolso abriram pela primeira vez a férrea fenda de uma mesma porta; jamais a flor aveludada em que a mordida sem dor foi tão intensa que chegou a doer bem dentro d´alma. Alma, aquele lugar em que às vezes sentimentos são traídos por momentâneas sensações. Se muito vier, será uma cinza flor franzina como meus olhos, que espreitam este mundo e que hoje me mostram a dor de um campo arrasado por onde pisei. E não venha me dizer que cinza é uma cor forte. Não é. É morna, não queima. Apenas entorpece. É medíocre e covarde como eu. Tende entre o negro e o branco e não se estabelece em canto algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me puseram algo de cinza na entrada do rosto. Aprendam a ler. Leiam, antes que arrase a bela flor do seu campo, levando a crer que a minha semente estéril pode criar algo mais belo. Não irá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me contentaria se olhassem para o campo e o vissem intocado, e cressem que a flor ou mesmo a grama que ali exista é a mais bela flor e a mais bela grama. Não reserve o melhor lugar, a parte mais úmida da terra, para a minha semente. A minha semente é estéril. Não se encante pelo estéril, não se encante pelo cinza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me sinto tão arrasada quanto arrasado está o campo por onde pisei. Que as flores permaneçam intocadas. 10 dias à frente de 10 anos, que são? Espero que nada. Apenas uma nuvem cinza que passe logo, deixando ao campo verde a vista do céu azul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-111673521106689950?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/111673521106689950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=111673521106689950' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111673521106689950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111673521106689950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/05/o-gris-no-merece-o-seu-encanto.html' title='O gris não merece o seu encanto...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-111664411190703527</id><published>2005-05-21T03:53:00.000-03:00</published><updated>2005-05-23T00:49:49.830-03:00</updated><title type='text'>Das (in)utilidades da carteira de trabalho</title><content type='html'>Neste mundo de proletários, eu não poderia ficar de fora. Semanas depois da quebra do cóccix e dias depois da formatura, minha mãe me pegou pelo regaço da camisa e me levou à DRT. Fui como pude, arrastando o corpo franzino de 36kg, sobejo daquele incidente. À contra-gosto, lá vou eu tirar a minha carteira de trabalho. Era o prenúncio da inutilidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase dois anos de formada, me encaminhando na segunda graduação, e a única assinatura que me consta naquele documento é a minha, por mais que nunca tenha deixado de trabalhar, desde os idos do Diário Oficial, em que assinava por Theresa Katarina, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Lembro-me que não queria sobrenomes. Mas houve uma mudança tão aguda na minha vida que cortar o cabelo só não resolveu. Aderir ao Bachmann foi aceitar as mudanças que o tempo infringe, como o menino rebelde que um dia se vê com o nó da gravata atado ao pescoço. Theresa Katarina não existe mais. Mas isso é assunto pra depois... tampouco quero discorrer a respeito dos direitos trabalhistas. Aos sociólogos, aos economistas, não a mim neste momento.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca perdi de vista a minha carteira de trabalho. Mas documentos úteis fogem de mim e parecem perecer com o tempo, desintegrando-se por aí, sem que saiba por que nem como. Outro dia, marquei uma página de livro com a minha habilitação. Revirei tudo, à busca, nos livros cotidianos, mas nada. Era como se incorporara, como ilustração, à página de algum deles. Durante três semanas, vasculhei com a impaciência habitual, mas nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Detran, antes de ser parada por aí. Saí de casa, e? ... o guarda... “moço, o senhor me parou num dia péssimo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a sorte de um nome complicado. Theresa com tê agá e com ésse. Katarina com ká. Não, não, sem agá, só o Theresa tem agá. Bê, a, cê, agá, eme, a, ene, ene. Eme, a, eme, eme não, dois enes. Eme, a, ene, ene. “Ah, tá. E isso é o quê? Comé que se diz isso?” (...) “ah, batman!" (...) “barman?” Tá, tá, como quiser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantas peculiaridades, nem mais a minha mãe escreve o meu nome certo. Resultado disso, todos os meus documentos têm um quê de equivocados – um Zê intruso, um A a mais. O único certinho era justo a habilitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vou eu ao guichê do Detran, com a sorte de documentos equivocados que tenho, para solicitar segunda via. Ingenuamente, digo. Olha, o nome aí no cadastro é o que tá certo, não muda não, tá? E o cara: ah, não, tenho que seguir de acordo com a sua identidade. Tem outro documento com foto certo não. Tenho não. Tire. Tenho tempo não, vou viajar semana que vem. Então, vai sair errado. Não, moço, por favor. Posso fazer nada não. Quer assim? Quero não, tchau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao Detran mais 4 vezes após isso, tentando convencer alguém da imbecilidade que era emitir o meu documento com o meu nome errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, consegui que me deixassem o nome correto. Compreensíveis, eles? Persuasiva, eu? Que nada. Me lembrei da carteira de trabalho. Certinha, certinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Ao menos para algo me serviu aquele intocado documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem lá vai Theresa Katarina Bachmann para mais uma entrevista de trabalho. Levar ou não a azulzinha? Melhor nem especular sobre o regime... cooperativa, contrato temporário. Ai, minha sorte! Acho que vou fazer outro curso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Fiz a entrevista de trabalho. O emprego é meu. Pra o meu espanto, retiveram a azulzinha. Mas ainda sigo pensando em fazer outro curso... quero ser uma multi-proletária. Sempre se pode enjoar do emprego. Melhor contar com várias possibilidades. Mas, até então, estou amando vender sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Não, não trabalho em uma panificadora. Essa assunto fica pra depois. Quem não souber o que faço, fica na curiosidade. Mas quem quiser um sonho, eu vendo sonhos!]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-111664411190703527?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/111664411190703527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=111664411190703527' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111664411190703527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111664411190703527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/05/das-inutilidades-da-carteira-de.html' title='Das (in)utilidades da carteira de trabalho'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-111394798954320907</id><published>2005-04-19T18:58:00.000-03:00</published><updated>2005-04-20T00:59:57.936-03:00</updated><title type='text'>Proximidades e distâncias...</title><content type='html'>Viver é criar proximidades e distâncias. Mas tem gente que se afasta de um sem mais querer se acercar a outro, e isso é triste. Toda distância é triste. Queria viver de proximidade, mas existem seres que se excluem e, para dar passagem a outro, é preciso alongar a corda e deixar que aquele parta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me sinto estranha por me dar conta dessa distância, mas vejo a proximidade e isso me alivia um pouco. Mas parece um abandonar de história e isso é triste, porque toda história seria para ser eterna, algo de fim impronunciável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas mais parecem nascidas para perecer; para nascer e morrer com a maturidade ou às vezes até mesmo antes dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me sinto estranha por vislumbrar o fim das coisas ao ver a dissolução do que um dia pensei eterno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor já não conferir o eterno a nada... talvez um dia me surpreenda com a presença dele...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-111394798954320907?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/111394798954320907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=111394798954320907' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111394798954320907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111394798954320907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/04/proximidades-e-distncias.html' title='Proximidades e distâncias...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-111160710710414836</id><published>2005-03-23T16:43:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T12:08:24.466-03:00</updated><title type='text'>O primo João...</title><content type='html'>A quase todo o mundo é dado ter um primo João. Você tem um primo João? Eu tenho um primo João. O meu primo João passou a existir a partir dos meus sete anos. Veio ao mundo como um bonequinho de neve: redondo e branco... tinha um bucho grande e redondo, uma cabeça grande e redonda, dois olhos grandes e redondos, que saltavam ainda mais da cara por serem azuis, bem azuis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho muitas lembranças do meu primo João; umas engraçadas, outras nojentas, mas todas muito prazerosas. Nas férias, sempre íamos à praia. Raras eram as vezes em que não dividíamos a mesma cama de casal João e eu. À noite, sempre acordava com um peso... era a cabeça grande e redonda de João sobre as minhas costas. O primo João migrava pela cama a noite inteira, como se buscasse um canto bom para recostar seus sonhos, e as minhas costas pareciam ser o lugar ideal pra isto. Mas eu replicava e empurrava o primo João pra lá. Ora, o sonho de João não poderia vir às custas do meu soninho, não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primo João babava no travesseiro. Eca. O primo João babava no meu travesseiro. Eca dupla... asco... Eu tinha um travesseiro fino e suave em que a minha mãe sempre punha a minha fronha preferida, uma friazinha e verde. Mas o meu travesseiro e a minha fronha preferidos eram também os do primo João. Como João era mais criança do que eu e dormia mais cedo, sempre fazia birra para dormir com o meu travesseiro. Então, duas horas depois do início do sono do primo João, quando o meu vinha vindo, tiravam o travesseiro dele e me davam pra eu dormir... não sei com que o primo João tanto sonhava... talvez com as engrenagens da fantástica fábrica de baba... a fábrica produzia a todo vapor, e, quando me tocava usar o travesseiro, ele sempre e sempre e sempre trazia nódoas de um verde destacado bem no centro, um adorno de beleza e asco que sumia a cada dia para renascer na noite seguinte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas eram as brincadeiras preferidas com o primo João. A primeira e matinal, com primo João desperto, era arrumá-lo como uma menina: perfume, batom (ao que ele pedia a cada nova manhã pelo nome de “mom-mom”), maquiagem... Joaninha, chamávamos a ele Lena (sua irmã) e eu. À noite, com o primo João dormindo, a brincadeira era às escondidas, para que ninguém percebera... degustação... pegávamos, Lena e eu, tudo o que viesse à nossa frente (e que fosse comestível, claro!), do ácido ao doce, do suave ao amargo, e púnhamos na boca de João, ao que ele replicava com várias expressões faciais (que era o que deveras nos interessava!)... ele nunca acordara, mas havia umas caretas tão feias que pareciam capazes de trazer o primo João à tona, à superfície do mundo, lá onde os adultos viam a novela e Lena e eu aguçávamos o paladar da pequena criatura. Éramos cientistas a fazer experimento. O resultado? João sempre comeu de tudo, não rejeita nenhum sabor, como se a todos eles tivesse sido habituado desde tenra idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primo João cresceu e hoje está maior do que eu (geralmente as pessoas maiores de 15 anos são maiores do que eu...). Os olhos, de azuis, passaram a verdes, como se tingidos por duas gotas grandes e redondas de oceano, deixando-lhe encravada na cara uma memória que ele nunca conservara: o tom verde no centro do meu travesseiro por ele babado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que a voz emanara da sua boca, as idéias já saíam vestidas de um humor refinado, fruto de uma inteligência das mais brilhantes, como aquelas que excedem os livros (quem o conhece sabe da veracidade do que afirmo)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lemos os mesmos livros, não saímos pros mesmos cantos, não assistimos aos mesmos filmes, mas o primo João é das pessoas com que mais me identifico... E hoje as lembranças bateram com tanta força na minha mente que causaram o reflexo involuntário da escritura destas palavras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente deve ter um primo João, mas o Henrique, o de olhos cor-de-travesseiro-babado e com humor a Jô Soares, apenas uma dúzia de gente e eu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-111160710710414836?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/111160710710414836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=111160710710414836' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111160710710414836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111160710710414836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/03/o-primo-joo.html' title='O primo João...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-111111525333054477</id><published>2005-03-17T17:05:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T10:46:51.250-03:00</updated><title type='text'>Tudo circular, como se se quisesse mover...</title><content type='html'>Hoje me sinto especialmente mal... a despedida de Thiago me fez crer que Thiago deveras vai-se embora... Re-visão de vários amigos que há muito não via: Vivi mais gorda, Fernanda mais gorda, Natália igual porque a vejo sempre e não me dou conta das paulatinas mudanças que sofre... mas é como se a gordura mudasse pouco a gente, ao ponto de deixar sempre reconhecível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, adentra o bar uma cara nova... pensei cá comigo: “Quem é esse gatinho amigo de Thiago que não conheço?” Aproxima-se da mesa e ouço a voz, e o cheiro (tenho faro, não olfato...), ao ver os olhos, não me restaram dúvidas: Rodrigo Porto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...espanto! ver Rodrigo Porto de 30kg despido me fez crer o displicente que sou com a presença das pessoas... todo um ano de paulatinas modificações no corpo e nos anseios de Rodrigo Porto que não acompanhei nem por telefone, nem por e-mail, nem por fofoca, nem por nada... ...onde esteve Theresa Katarina por estes dias que não acompanhou a trajetória da dissolução de Rodrigo Porto? ... displicente... como posso eu lamentar a ausência de Thiago? ...Rodrigo Porto, tão amigo e, por sua vez, hoje, por alguns segundos, tão estrangeiro aos meus olhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o susto, território reconhecido, vieram os elogios a Rodrigo Porto, mas na mesma medida que antes! “Rô, tu tá lindo; tu é lindo! Sempre foi lindo!”. Outro espanto foi constatar que Rodrigo Porto não acreditava que eu o achava bonito quando gordo... acho que porque todo mundo com quem Rodrigo Porto se encontra diz que ele está muito mais bonito agora, mas, para mim, ele está igualmente bonito... vejo o incompetente que sou para fazer crer a minha verdade. Só hoje, magro, Rodrigo Porto acreditou que, quando gordo, eu também o via muito bonito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me vem à cabeça um turbilhão de lembranças de antanho... amigos que foram dissolvidos pelo tempo... Juliana C. C. de Albuquerque, amiga de 15 anos atrás, de quem não sei o paradeiro... lembrará de mim com ênfase parecida ou me terá sobreposto pela presença de amigos como Thiago?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irá Thiago sobrepor a minha amizade através da amizade de amigos como Thiago? Espero que não, porque o lugar de Thiago vai ficar em mim, como está, desde há 15 anos, o lugar de Juliana C. C. de Albuquerque a esperá-la... não há amigos como Thiago que ocupem o lugar de amigos como Juliana C. C. de Albuquerque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mundo é circular e Thiago quer mover-se... Thiago move-se com dificuldades, talvez porque vai pra cima do mundo e subidas requerem maiores esforços... libra cara, visto difícil, emprego a conseguir... pra descer, tudo é mais fácil... ir do Brasil a Londres é bem mais difícil do que vir de Londres pro Brasil... talvez seja por isso que o primeiro mundo é em cima e o terceiro é embaixo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me sinto aos dez anos, quando fui a Itamaracá de férias, angustiada, porque sabia que, ao retornar, a casa de Juliana C. C. de Albuquerque estaria vazia... é como se esvaziara o meu coração e o enchera de amargor... é como se me preparara desde então para a partida de amigos como Thiago... Certamente, a partida de Thiago será preparação para uma vindoura partida ainda mais dolorosa... mas eu não quero pensar nisso agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me pergunto por que as coisas se modificam desse jeito... talvez porque o mundo não é plano... o mundo é circular e por isso Thiago se move e Juliana se muda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que hoje me sinto especialmente mal e não há lágrima vertida que dissolva tamanha tristeza... talvez porque tristeza é salgada e lágrima também... elas não se anulam, uma não dissolve a outra... elas só se somam...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-111111525333054477?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/111111525333054477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=111111525333054477' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111111525333054477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111111525333054477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/03/tudo-circular-como-se-se-quisesse.html' title='Tudo circular, como se se quisesse mover...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-111093930506825213</id><published>2005-03-16T04:23:00.001-03:00</published><updated>2005-08-30T10:30:46.830-03:00</updated><title type='text'>Habituée do ortopedista...</title><content type='html'>Deus parece haver-me dado ossos assados, aqueles que se fragmentam a qualquer mordiscada... ou, então, um estado de desengonçagem comparado a um adolescente que sente ter um corpo menor do que deveras tem, e, assim, sai causando pequenas avarias pelas vias por onde passa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, mais uma vez, ali estive... no consultório do meu amigo de todas as horas (literalmente!), o ortopedista... mais um diagnóstico, para alargar meu vasto histórico, composto por uma fratura de clavícula (atropelamento de bicicleta à beira da praia), outra fratura de clavícula (queda ao escalar a grade para chegar mais perto do céu; por pouco não fico por lá) e mais outra fratura de clavícula ao cair da cama no meio da madrugada (sim, sim, foram três, e todas no verão... carnaval rolando e eu enrolada na imposta fantasia de múmia!); uma fissura no dedo mindinho (digitando... me pergunto como confiam o “a”, a letra mais usada do teclado, ao frágil dedo mínimo...) e o deslocamento do indicador (descuido... a mão posicionada em uma caixa de concreto, todos os dedos vieram, exceto ele, que ficou penso, tal ponteiro frouxo de relógio apontando eternamente pro seis...); uma fratura no pé (atropelamento... não, eu não estava no meio da rua... estava sobre a calçada...) e a doloridíssima e derradeira (até o presente segundo) fratura do cóccix (executando uma pirueta, em vez dar uma volta de 360º, fui aos 400º, e, cataplás, bunda no chão... erguer-me novamente, apenas três semanas depois, e a muito custo...)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cóccix parece estar conectado com todos os pontos do corpo, exceto com a glândula lacrimal (acho que por pura piedade divina!)... se eu ria, doía; se espirrava, doía; se movia o braço, doía; mas podia chorar à vontade que a dor não vinha, não... Cóccix não devia ser palavra, deveria ser número... mais parece um algarismo romano... espero que não seja presságio de nada, pois me faltariam ossos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me leva ao ortopedista, agora, então? A cervical! Estou com a curvatura da cervical ao contrário... Ossos me movam – replico aos moldes de algum personagem de desenho animado... Salsicha, Scooby ou será Popeye?! Ossos que se movem, ossos que bailam, dor que flui bem dentro dos ombros – ossos assados e músculos de pedra... . Sessões e sessões de fisioterapia, de hidroterapia, de acupuntura; apelo à homeopatia e à alopatia... tudo remedeia, mas nada repara... as circunstâncias parecem brincar comigo... a dor forte era no ombro esquerdo, uma dor de anos... eis que hoje me desperto aliviada; pensei haver passado. E passou, mas em partes... ela passou de um lado pro outro... se deslocou, como se fora, ela própria, um osso a realizar a minha sina de fraturas, fissuras e deslocamentos... segue firme, nas costas, apenas rumou de lado... de petista, ela passou a tucana... o fardo, agora, é maior...*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me diz o médico? Reticências na fisioterapia e na hidroterapia... Estou chegando à conclusão de que tudo o que conquistamos morre com a gente, inclusive as dores, os ossos assados e os músculos de pedra... enquanto tenha amigos que me carreguem quando quebre o cóccix, nem me importaria tanto que fora presságio... não, Deus, não é um desejo! Que cóccix seja apenas palavra, e pretérita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Escrito antes dos escândalos do mensalão... me dêem um desconto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-111093930506825213?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/111093930506825213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=111093930506825213' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111093930506825213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111093930506825213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/03/habitue-do-ortopedista.html' title='Habituée do ortopedista...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11412237.post-111069773093517366</id><published>2005-03-13T09:06:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T09:49:36.576-03:00</updated><title type='text'>Meu mundilho e eu...</title><content type='html'>Se eu fosse poeta, versejaria sobre o mundo, mas, como pouco sou, um restolho de nada nesta terra, reservo-me a falar sobre o mudo, o mundo calado dos seres que habitam dentro de mim, sem grandes propósitos, como resta a ser a tudo o que é breve, à semente estéril que jamais voltará a ser fruto enramado em árvore, sequer broto de planta, tampouco um caule que morre só para si, sem ao menos romper o solo, sem chegar a cochichar no ouvido de outrem que não nasceu, mas que teve vida... a vida submersa é um tocar de violino sem ouvidos que escute, mas o ato de tocar segue sendo imprescindível. Tocar imprescinde mais que ouvir... ouvir é conseqüência, e, no mundo (mesmo aos que não rompem o solo do mundilho e se quedam &lt;em&gt;redomados &lt;/em&gt;no útero da terra), é mister ser causa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, neste lapso de agora que teima em vir e vir e me fez viver 25 anos, com a interrupção mínima de um desmaio – os sonos não me interrompem, porque sonho sonho sonho... –, eis-me aqui, a divagar sobre o vago, sobre a vasta pequenez do que sou e que vive neste mundilho chamando theresa – aprisionado neste corpo pequeno que não escolhi, mas que nem desgosto nem gosto – e com o qual às vezes pouco ou nada ou tudo me identifico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro vírgulas, acho que porque marcam um compasso, porque nos indicam que nem tudo é retilíneo, que tudo pode acontecer, que as coisas se movem, que nas curvas desta vida alguém nos espera inesperadamente como tudo que verdadeiramente é ganho... auskalo! Viva a mutação! E me salva do vazio dos agoras que se sucedem, às vezes por um período inteiro ausente de vírgulas e sem topar com alguém que me espere em alguma esquina desta vida, o olhar para trás e sentir a presença de auskalo... bom saber o quanto não imaginava do viver e a sucessão dos presentes que me deu... que me venham mais, porque por eles espero com um cantar de rouca mas esperançosa voz e um toque afinado de violino proveniente da fricção entre ser e sentimento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui me encontro, hoje, a postos para a escritura de mais uma vírgula nas trilhas movediças do meu mundilho... que destra mão me ajudará a fazê-lo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11412237-111069773093517366?l=vivomaisporquevivomaior.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/feeds/111069773093517366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11412237&amp;postID=111069773093517366' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111069773093517366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11412237/posts/default/111069773093517366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivomaisporquevivomaior.blogspot.com/2005/03/meu-mundilho-e-eu.html' title='Meu mundilho e eu...'/><author><name>Theresa b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12837097730586682901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry></feed>
